Argentina perde mais de 31 mil empresas sob Milei, enquanto inflação recua e desemprego avança
A Argentina perdeu 31.342 empresas desde a chegada de Javier Milei à Presidência, em novembro de 2023, segundo levantamento da Fundar. O número corresponde a uma redução de 6,1% das empresas registradas no país no período.
O mercado de trabalho também apresentou retração. De acordo com levantamento do Centro de Economia Política Argentina (Cepa), 245,6 mil empregos privados formais foram eliminados desde o início do governo. A redução atingiu 14 dos 18 setores analisados e 23 das 24 províncias argentinas.
A taxa de desemprego chegou a 7,9% no segundo trimestre de 2026, conforme dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). Na indústria manufatureira, a produção caiu 5% em julho, na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
Os resultados negativos no emprego e na atividade econômica contrastam com a forte desaceleração da inflação. Em agosto, a alta de preços ficou em 1,7%, enquanto o acumulado em 12 meses chegou a 33,6%.
A política econômica de Milei tem como principais pilares o corte de gastos públicos, a abertura comercial e a desregulamentação da economia. O governo destaca a redução da inflação e indicadores de exportações, consumo e Produto Interno Bruto (PIB) como sinais de recuperação econômica.
A Fundar, entretanto, observa que a redução no número de empresas durante os primeiros 31 meses do governo apresenta magnitude semelhante à registrada no período da pandemia. Os dados, portanto, alimentam o debate sobre os efeitos da política econômica argentina sobre a atividade empresarial, o emprego e o controle da inflação.
Com informações da Agência Brasil.
