Prerrogativas pede ao MP-RJ reabertura de investigação sobre “rachadinhas” envolvendo Flávio Bolsonaro
O Grupo Prerrogativas solicitou ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) a reabertura das investigações relacionadas ao caso das chamadas “rachadinhas” envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República. O pedido foi protocolado pelo deputado federal Rui Falcão (PT-SP).
A solicitação aponta novas informações relacionadas a um cofre mantido por Flávio Bolsonaro no Banco do Brasil. Segundo os documentos apresentados pelo grupo, o parlamentar teria acessado o compartimento em 26 de novembro de 2012. No dia seguinte, dois imóveis no Rio de Janeiro teriam sido adquiridos em uma negociação que envolveu pagamento em dinheiro vivo.
Para o Prerrogativas, a informação sobre o acesso ao cofre deve ser analisada pelo MP-RJ para verificar se existe alguma relação com as operações financeiras e imobiliárias realizadas naquele período.
A existência do cofre já havia sido divulgada anteriormente. Uma reportagem da Folha de S.Paulo, publicada em 2020, informou que Flávio e seu irmão, Carlos Bolsonaro, mantiveram conjuntamente um cofre no Banco do Brasil durante 12 anos.
Operações imobiliárias
As negociações envolvendo os imóveis também já haviam sido analisadas em investigações anteriores. De acordo com documentos citados pela Folha, os apartamentos haviam sido adquiridos pelos antigos proprietários por R$ 440 mil em 2011 e vendidos a Flávio Bolsonaro, no ano seguinte, por R$ 310 mil. Em 2014, as unidades foram revendidas por R$ 1,12 milhão.
Ainda segundo os documentos mencionados, o corretor responsável pela negociação depositou R$ 638 mil em dinheiro vivo em sua conta no mesmo dia da formalização da transação. O Ministério Público havia apontado, na época, indícios relacionados a valores que não teriam sido registrados formalmente na operação.
Flávio Bolsonaro nega ter cometido irregularidades nas transações imobiliárias.
Investigação das “rachadinhas”
O caso das “rachadinhas” envolveu suspeitas de que parte dos salários de funcionários do gabinete de Flávio Bolsonaro, quando ele era deputado estadual no Rio de Janeiro, teria sido desviada. A investigação acabou arquivada após decisões judiciais anularem provas utilizadas na apuração.
Com o novo pedido, o Grupo Prerrogativas pretende que o Ministério Público avalie as informações relacionadas ao cofre e determine se elas podem justificar novas diligências sobre as operações realizadas em 2012.
