O PLANO SECRETO DE FLÁVIO BOLSONARO
5ª feira, 08 de outubro de 2026
Um dos documentos mais secretos da atualidade brasileira é o plano econômico da campanha de Flávio Bolsonaro. É um documento para poucos olhos. Só quem tem acesso a ele é a turma da FariaLima, o círculo mais intimo da CNI e da FIESP, o comando da CNA, alguns dirigentes da grande mídia e, naturalmente, a embaixada dos Estados Unidos. Pudera!!! Aquilo que está escrito ali não se destina às pessoas comuns (as quais, no fundo, são as suas vítimas).
Como receituário das mais maligna das bruxas, o plano econômico de Flavio Bolsonaro aponta os alvos do ‘Tesouraço’ (um plano radical de cortes inspirado na ‘motosserra’ de Javier Milei, a qual vem levando os argentinos ao suicídio e à loucura) e as áreas e serem privatizadas e/ou entregas a serem feitas aos Estados Unidos (e aos ‘países amigos’). A elaboração do plano de cortes foi entregue a uma equipe escolhida a dedo com base em critérios como elitismo, paixão pelo ultra-liberalismo, entreguismo, aversão ao Estado e ódio às classes populares.
Veja o ‘time de primeira’ mobilizado pela turma de Bolsonaro: coordenada pela diarquia composta por Daniella Marques (antiga assessora de Paulo Guedes e presidente da Caixa Econômica Federal nos tempos do Jair, famosa pelo desmonte do programa ‘minha casa minha vida’) e Adolfo Sachsida (também antigo assessor de Paulo Guedes, por ele designado para o ministério de Minas e Energia para privatizar a Eletrobrás), a equipe econômica de Bolsonaro é integrada por outros antigos colaboradores de Paulo Guedes e por gente indicada pelo mercado financeiro, pela FIESP e pela embaixada dos Estados Unidos, entre as quais estão Alexandre Messa, Alexandre Ywata, Andrei Spacov, Arilton Teixeira, Eduardo Cavendish Carvalho, Myrian Prado e Vladimir Kühl Teles.
Quem teve acesso ao documento ficou assustado. Para começar, há a proposta de um corte inicial (nos primeiros dias de um eventual governo de Flávio Bolsonaro) no valor de R$ 200 bilhões, o que implicaria na suspensão imediata da maior parte dos atuais programas sociais (incluindo bolsa-família, pé-de-meia, bolsa-atleta e farmácia popular) e suspensão das bolsas de estudo e de apoio ao desenvolvimento científico e tecnológico.
Além da extinção de todo e qualquer estímulo financeiro à arte e a cultura, o Tesouraço prevê a pronta desvinculação das aposentadorias, pensões e benefícios como BPC do salário-mínimo, o qual, por sua vez, deixará de ter ganhos reais. O plano reserva capítulos à ‘reformas estratégicas’ da administração pública (para acabar com a estabilidade dos funcionários públicos), nova reforma tributária (para reverter pontos de justiça tributária introduzidos recentemente), novas reformas trabalhistas e previdenciárias (para, de um lado extinguir direitos ainda sobreviventes da CLT e ampliar as jornadas de trabalho e, de outro lado, aumentar as idades mínimas para aposentadoria e reduzir o valor das aposentadorias e pensões).
Em nome do equilíbrio fiscal, o plano econômico de Flávio Bolsonaro prevê a suspensão de investimentos na ampliação a infraestrutura produtiva do País e a privatização das estradas, portos e aeroportos ainda não privatizados. No capítulo dedicado as privatizações, aparecem com destaque o SUS, largos setores do ministério da previdência, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Petrobrás. O plano de Flávio Bolsonaro dedica largo espaço às ‘parcerias internacionais com países amigos’, no qual são lançadas as bases da mais desavergonhada entrega do País aos Estados Unidos.
Um terremoto seria menos prejudicial ao Brasil. Não é sem razão que Flávio Bolsonaro trate o seu plano econômico com tanto segredo.
Se soubesse dos planos de Flávio Bolsonaro para o Brasil e para os brasileiros, a maior parte dos seus eleitores teria motivos para agradecer a Deus pelo fato de arrependimento não matar.
