Mãe de Eduarda Campopiano (PL), deputada que é contra políticas sociais, recebe auxilio assistencial há pelo menos oito anos, aponta reportagem
A artesã Débora Campopiano, mãe da deputada estadual eleita por São Paulo Eduarda Campopiano (PL), recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) desde pelo menos 2019, segundo reportagem publicada pelo jornal O Globo e repercutida pelo Brasil 247 neste sábado (10). O caso chama atenção porque a parlamentar ganhou projeção política com discursos conservadores e críticas a políticas sociais voltadas a mulheres e minorias.
Aos 59 anos, Débora é beneficiária do BPC, programa que garante o pagamento mensal de um salário mínimo a idosos com 65 anos ou mais e a pessoas com deficiência que atendam aos critérios legais. No caso dela, o benefício é concedido pela modalidade destinada a pessoas com deficiência.
Segundo a reportagem, Débora mantém um perfil nas redes sociais para divulgar oficinas e cursos de artesanato, incluindo a fabricação de bonecas de pano. Publicações mostram ofertas de atividades pagas, com valores e opções de parcelamento. A existência dessas divulgações, porém, não permite determinar a renda efetivamente obtida com as vendas.
Um dos pontos ainda sem esclarecimento é se os rendimentos dessas atividades são compatíveis com as regras de manutenção do benefício. A reportagem também aponta que não foi esclarecido se Eduarda reside com a mãe, informação relevante para avaliar a composição familiar considerada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O BPC é destinado a pessoas em situação de vulnerabilidade e está sujeito a critérios específicos de renda e elegibilidade. A análise de cada caso depende das condições previstas na legislação, da composição do grupo familiar e dos rendimentos que devem ser considerados no cálculo. Até o momento, as informações publicadas não comprovam irregularidade no recebimento do auxílio.
A repercussão ocorre após Eduarda Campopiano, de 23 anos, conquistar 1.956.238 votos nas eleições de 4 de outubro, tornando-se a deputada estadual mais votada de São Paulo. Ligada ao bolsonarismo, ela construiu sua trajetória pública nas redes sociais com críticas ao feminismo, às cotas raciais e a políticas direcionadas a grupos minoritários
