Rogério Marinho se diz “surpreso” com fuga repentina de Flávio Bolsonaro e expõe racha na oposição
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), manifestou publicamente perplexidade e surpresa com a decisão do senador Flávio Bolsonaro (PL) de embarcar para os Estados Unidos imediatamente após a derrota nas urnas do segundo turno. A declaração do aliado explicita o clima de desorientação e o racha interno que se abateu sobre o Partido Liberal e a base conservadora diante da saída não planejada do seu principal candidato.
Em manifestações a interlocutores políticos e à imprensa, Marinho admitiu que a movimentação do filho do ex-presidente não foi alinhada com a bancada e pegou os quadros da oposição de surpresa no momento em que a liderança do partido tentava organizar a transição e a atuação parlamentar no Congresso. O desembarque repentino em solo estadunidense, sob a articulação de setores conservadores estrangeiros, deixou aliados expostos e sem narrativa para justificar o abandono de território nacional.
A reação estarrecida de quadros centrais da oposição evidencia que a estratégia do clã Bolsonaro de buscar abrigo no exterior aprofundou o isolamento político da família. Enquanto aliados tentam estancar o desgaste institucional e responder aos questionamentos da sociedade, a saída de Flávio reforça a percepção de que a prioridade do clã é garantir blindagem individual contra os avanços da Polícia Federal, rifando o próprio grupo político.
