FALTA ENGENHARIA NAS PROPOSTAS ELEITORAIS
Embora a aplicação da Engenharia seja indispensável para a realização de qualquer empreendimento material (estando, portanto, presente em tudo), um vislumbre sobre as propostas eleitorais colocadas ao eleitorado para o pleito de 2026 mostra a desconexão dos candidatos com esta realidade.
Com efeito, a julgar pelas propostas apresentadas, os candidatos não estão conscientes do caráter estratégico da Engenharia para a realização do crescimento econômico, do bem estar social e da conquista e manutenção da soberania nacional.
Como seria possível a conversão do potencial econômico em riquezas efetivas, a ampliação dos horizontes produtivos e a geração das riquezas necessárias ao financiamento do bem-estar sem a ampliação das malhas aquaviária, ferroviária, aeroviária e rodoviária? Sem a ampliação da quantidade e da qualidade dos engenheiros atuantes no Brasil? Sem a construção de moradias para eliminação do déficit habitacional? Sem a construção de edificações para abrigar escolas, hospitais, quartéis, etc. etc.? Sem a construção de laboratórios para realização dos estudos e experiências indispensáveis ao desenvolvimento científico e tecnológico? Sem a construção e operação de equipamentos e ferramentas? Enfim, sem a aplicação da Engenharia?
Não há qualquer proposta explícita e concreta para a ampliação da rarefeita malha ferroviária nacional, para a ampliação e construção de aquavias, para a construção de novos aeroportos, para a construção de novas rodovias, para a transposição de águas entre bacias, para a construção de novas usinas de eletricidade, para tracionar o programa aero-espacial brasileiro, etc. etc. etc.
Para não dizer que a Engenharia está completamente fora da campanha eleitoral dos candidatos, ao falar do seu sonho para as crianças pobres, o presidente Lula sempre se refere à Engenharia como profissão de valor e, de sua parte, ao listar os empreendimentos através dos quais pretende dar corpo à sua política reacionária, o candidato Romeu Zema fala na construção de grandes presídios.
Talvez seja hora de o pessoal da Engenharia, incluindo as entidades e os conselhos profissionais, assumir o protagonismo tão desejado por todos e tomar a iniciativa de sugerir ao mundo político obras e serviços de Engenharia capazes de impulsionar o crescimento econômico, o bem-estar social e a altivez soberana do Brasil.
Responsável pela construção do mundo artificial que complementa a obra de Deus, o pessoal da Engenharia tem muito a orientar àqueles que pretendem assumir a condução do País.
Por Alexandre Santos.
