PF aponta Eduardo Bolsonaro como articulador de recursos dos EUA para filme sobre Jair Bolsonaro
A Polícia Federal aponta o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) como responsável por orientar a movimentação de recursos nos Estados Unidos destinados ao filme Dark Horse, cinebiografia de seu pai, Jair Bolsonaro.
Segundo a investigação, o fundo Havengate, criado originalmente para um projeto imobiliário no Texas, ficou praticamente inativo por quase quatro anos e passou a receber dinheiro em 2025 para financiar a produção cinematográfica.
O fundo teria recebido US$ 2 milhões em fevereiro de 2025 e poderia receber até US$ 24 milhões, cerca de R$ 122 milhões. Os repasses, porém, foram interrompidos após a prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A PF afirma ter encontrado mensagens que indicam que Eduardo Bolsonaro orientava Vorcaro sobre como enviar e administrar os recursos nos EUA. Em uma das conversas, ele teria sugerido que o dinheiro fosse mantido no sistema financeiro americano para facilitar as transferências.
A estrutura do Havengate era administrada pelo advogado Paulo Calixto e por Altieris Santana, ligado ao fundo. Para a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR), a reativação de um fundo imobiliário sem atividade aparente para receber recursos destinados a um filme é um dos elementos que justificam a investigação.
O caso faz parte das apurações relacionadas ao Banco Master. Embora documentos da PF e da PGR tenham sido tornados públicos pelo STF, a investigação específica sobre o financiamento de Dark Horse permanece sob sigilo.
