Moraes pede anulação de relatório que embasou pedido de investigação no caso Master
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu a anulação do relatório da Polícia Federal que embasou o pedido para investigá-lo no caso Master.
Em manifestação de 44 páginas enviada ao presidente do STF, Edson Fachin, Moraes afirmou que o procedimento é ilegal e que “não há indício de infração penal”.
O ministro também acusou André Mendonça de tentar promover uma “vingança” contra ele.
A defesa foi apresentada na noite desta segunda-feira (14), antes da sessão em que o STF deve decidir se há elementos para abrir uma investigação.
Moraes questiona relatório da PF
Moraes contesta tanto o conteúdo quanto a elaboração do relatório.
Segundo ele, o pedido de investigação não partiu da Procuradoria-Geral da República (PGR) nem foi autorizado pelo plenário do STF.
O ministro também afirma que os metadados indicam que o documento não teria sido produzido integralmente pela Polícia Federal.
Ele aponta uma possível quebra da cadeia de custódia e levanta a hipótese de participação de um órgão externo, possivelmente estrangeiro.
A alegação ainda será analisada pelo Supremo. Moraes não identifica qual instituição teria participado da elaboração do relatório.
Ministro cita 8 de janeiro
Na manifestação, Moraes também relaciona o caso aos ataques de 8 de janeiro de 2023.
Para o ministro, as tentativas de atingir as instituições democráticas não terminaram naquele episódio, mas mudaram de estratégia após as condenações determinadas pelo STF.
Decisão nesta terça
O Supremo deverá analisar a validade do relatório e se existem elementos suficientes para justificar uma investigação contra Moraes.
A decisão também poderá definir se o documento da PF poderá ser usado como base para uma eventual apuração no caso Master.
