Trump leva à ONU discurso de confronto e ameaça ampliar intervenções militares
Presidente dos EUA defende ações militares, reafirma pressão sobre Venezuela e critica instituições internacionais durante Assembleia Geral
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou seu discurso na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira (22), em Nova York, para defender a política externa de seu governo e reafirmar uma postura de forte pressão militar e econômica sobre diferentes países.
Um dos principais alvos do pronunciamento foi o Irã. Trump afirmou que os Estados Unidos não permitirão que o país obtenha armas nucleares e apresentou duas possibilidades para o futuro do conflito: um acordo diplomático ou a destruição da República Islâmica. Segundo a Reuters, o presidente também pediu que outros países ampliem o isolamento econômico de Teerã e indicou que as negociações poderiam avançar após as eleições legislativas norte-americanas de novembro.
Na América Latina, Trump voltou a defender a atuação militar dos Estados Unidos na Venezuela e afirmou que Washington está disposto a utilizar sua capacidade militar para proteger o que considera interesses nacionais no Hemisfério Ocidental. O governo americano também vem negociando acordos relacionados ao setor energético venezuelano após a retirada de Nicolás Maduro do poder.
Outro ponto destacado foi a ampliação da presença militar norte-americana na Groenlândia. No mesmo dia, Trump assinou um acordo de segurança com Dinamarca e Groenlândia que prevê o reforço da presença militar dos EUA no Ártico, incluindo instalações estratégicas na ilha.
Trump também atacou o Tribunal Penal Internacional, rejeitando qualquer possibilidade de que militares norte-americanos sejam submetidos à jurisdição da corte. Na área tecnológica, defendeu a liderança dos Estados Unidos no desenvolvimento da inteligência artificial e propôs tratar o avanço tecnológico sob o conceito de “superinteligência”, ao mesmo tempo em que criticou iniciativas internacionais de regulamentação.
O discurso ocorreu em um cenário internacional marcado por guerras, disputas territoriais e tensões sobre o papel das instituições multilaterais. Em contraponto à postura de Trump, o secretário-geral da ONU, António Guterres, defendeu em seu último discurso à Assembleia Geral a ampliação da cooperação internacional, o fortalecimento da governança global e o fim dos conflitos.
Ao longo dos 37 minutos de pronunciamento, Trump combinou defesa de sua política externa, críticas a governos anteriores e ataques a organismos internacionais, reafirmando a prioridade de seu governo à soberania e aos interesses estratégicos dos Estados Unidos.
