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Sob luto e resistência, Venezuela se despede de militares assassinados após ataques imperialistas dos EUA

Fonte: Texto publicado na íntegra no jornal venezuelano Últimas Noticias. Tradução própria.

Com sentidas cerimônias, enterraram os militares
Correspondentes

Caracas. Em diversas cerimônias, familiares e integrantes da Força Armada Nacional Bolivariana se despediram dos que tombaram nos ataques armados dos Estados Unidos, no sábado, 3 de janeiro, contra o país.

O comandante-geral da Milícia, Orlando Romero Bolívar, esteve presente no velório do sargento-mor de terceira classe José Salvador Rodríguez Ramírez, miliciano que operava um sistema de mísseis antiaéreos portáteis russos Igla-S.

Após expressar palavras de condolências a seus familiares, Romero Bolívar assinalou que o jovem “ofereceu sua vida no cumprimento do dever, defendendo a pátria”.

Anzoátegui. No Cemitério Parque Metropolitano de Barcelona foi prestada uma homenagem póstuma ao sargento segundo Pedro José Carruido Cabello, de 25 anos, natural de Barcelona, que estava lotado em Fuerte Tiuna, na Companhia de Saúde Coronel Cirurgião Cevellón Urbina.

Na cerimônia solene, realizou-se a guarda de honra com pessoal uniformizado, o caixão foi coberto com a bandeira nacional, houve o toque de luto com trombeta e disparos de salva em homenagem ao militar por sua lealdade e valentia.

Em Píritu, foi sepultado Yoicar José Brito Prepo, de 27 anos, comandante do Pelotão do Grupo de Mísseis de Defesa Aérea Portátil Unidade José Félix Ribas, assassinado em Caracas durante o ataque imperialista.

A prefeita desse município, Lucía Córdova, destacou na homenagem que Brito Prepo “morreu em combate com seu Igla-S em mãos. Seu povo se despede reconhecendo seu compromisso e sacrifício”.

Em Monagas, honraram os valentes militares que ofereceram suas vidas no cumprimento de suas funções em defesa da soberania nacional. Em um ato carregado de emoção e firmeza, realizado nas residências desses servidores, o governador Ernesto Luna destacou o heroísmo e o dever cumprido por esses soldados da pátria.

“Sim, choramos, choramos nossos filhos, nossos heróis, aqueles que não hesitaram sequer um segundo em defender nosso solo pátrio; que com valentia empunharam seu fuzil e defenderam a maior honra, a honra de ser venezuelano”, disse.

“Os nomes de Víctor Julio Hernández Palma, José Gregorio Vera Rengel, Yoel García García, José Rafael Sucre Rodríguez e Crístofer Gregorio Barreto Yendi ficaram gravados não apenas no mármore da história, mas no coração de todos os homens e mulheres que acreditamos em uma Venezuela livre e soberana”, acrescentou Luna.

Táchira. O povo tachirense despediu-se com honras de Estado do sargento primeiro Ángel Vivas, de 25 anos de idade, pertencente à Promoção General em Chefe Francisco Pérez Arcay. Ele se especializava na manutenção do sistema de armas Escorpião.

Vivas, natural de San José de Bolívar e com raízes na canavicultura, foi descrito por seus familiares como um jovem apaixonado por futebol e fiel ao seu juramento de serviço.

O comandante da Zodi Táchira, general de divisão Michell Valladares, comentou que a morte desse “filho de Bolívar” não é em vão.

“Sua galhardia nos fortalece. Estamos aqui pela dor que nos invade diante dos cerca de 100 mortos que hoje são mártires da pátria”, sentenciou o chefe militar.

Por sua vez, o comandante do Ceofanb, Domingo Hernández Lárez, em suas redes, homenageou Esbel Gómez, María Páez Toro, Brayán León e Alejandra Olivo.

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