Depósitos de insumos são destruídos no porto: O governador Terán realizou uma inspeção nas instalações que receberam bombardeios
Fonte: Texto publicado na íntegra no jornal venezuelano Últimas Noticias. Tradução própria.
Caracas
Em meio a escombros e estruturas calcinadas, o governador do estado de La Guaira, José Alejandro Terán, denunciou nesta quarta-feira a destruição de armazéns estratégicos no setor Alfa 4 do principal porto do país, atribuindo os danos ao bombardeio de “mísseis suicidas do governo dos Estados Unidos”.
Durante uma inspeção no local, Terán mostrou à imprensa os restos do que identificou como o armazém central de insumos para hemodiálise e destacou a proximidade dos depósitos da Alimentos La Guaira, responsáveis pela distribuição das cestas Clap.
“Aqui está, vejam, o resultado do que fizeram as bombas… que vinham para acabar com nossos armazéns cheios de medicamentos, de alimentos, para que eles pudessem satisfazer sua crueldade”, declarou o mandatário regional, visivelmente abalado.
O governador classificou o ocorrido como um “ataque vil à saúde do povo” e afirmou sentir “indignação, dor e raiva”.
Informou que o ataque destruiu “toneladas de medicamentos, toneladas de alimentos” que, segundo disse, o presidente Nicolás Maduro e a presidenta encarregada Delcy Rodríguez haviam adquirido “com muito esforço”.
Medicamentos e alimentos queimados
Diante da possível crise gerada pela perda dos insumos, Terán dirigiu uma mensagem específica à comunidade de pacientes renais.
Assegurou-lhes que “não estão sozinhos” e que a presidenta encarregada “tem tudo sob controle. Temos os medicamentos garantidos e, sobretudo, os pacientes renais têm assegurados seus remédios para a diálise”, afirmou com firmeza.
Unidade e resistência
Para além da denúncia, o governador transformou suas declarações em um chamado político.
Afirmou que a indignação “vai se transformar em força, em vontade de luta, em unidade nacional dos patriotas. Isso nós vamos recuperar”, acrescentou o mandatário regional durante a visita ao local.
