Análise da Quaest aponta que o pleito presidencial de 2026 foi definido por dois “plebiscitos” distintos
Uma avaliação pós-eleitoral realizada pelo instituto Quaest, sob a direção do cientista político Felipe Nunes, revelou que a disputa presidencial de 2026 operou sob a lógica de dois plebiscitos antagônicos. Em um primeiro momento, a avaliação da gestão federal esteve no centro do debate; contudo, a reta final da campanha promoveu um deslocamento no eixo de rejeição do eleitorado, redefinindo o resultado final nas urnas.
De acordo com o levantamento da consultoria, a eleição transitou entre dois sentimentos predominantes:
- O primeiro plebiscito (Avaliação do Governo): Focado na aprovação da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o eleitorado medindo entregas econômicas e programas de transferência de renda.
- O segundo plebiscito (Rejeição ao Bolsonarismo): Marcado pelo crescimento do “voto de contenção”. Na fase decisiva, o receio da população quanto ao retorno do clã Bolsonaro ao Palácio do Planalto suplantou as críticas de setores do eleitorado ao governo, consolidando a virada e a redução da abstenção em áreas periféricas das metrópoles.
A análise do instituto destaca que o engajamento digital e o medo da reinstauração de uma agenda extremista foram fatores determinantes para mobilizar eleitores indecisos e garantir a vitória democrática no segundo turno.
A dinâmica do pleito escancara que a rejeição ao extremismo político e à ameaça autoritária continua sendo o motor mais poderoso na definição dos rumos do país.Análise da virada de Lula sobre Flávio no segundo turno
Este vídeo traz a cobertura analítica do cenário de intenções de voto e dos fatores eleitorais que marcaram a acirrada disputa no segundo turno das eleições presidenciais.
