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Democratas pedem destituição de Trump após ataque à Venezuela

(Fonte: Opera Mundi)

Parlamentares do Partido Democrata dos Estados Unidos anunciaram vão pedir o impeachment do presidente Donald Trump por ordenar, sem aviso prévio ao Congresso, a ação militar na Venezuela que resultou no sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores.

Representantes da bancada opositora no Congresso norte-americano denunciaram o fato de a ação não ter sido notificada e nem contar com a aprovação do Poder Legislativo, o que seria inconstitucional.

Os líderes do partido no Senado, Chuck Schumer, e na Câmara, Hakeem Jeffries, emitiram uma declaração conjunta recordando que o usual em operações militares como a que ocorreu no último sábado (03/01) é que os membros do Congresso fossem informados sobre isso com dias de antecedência.

O congressista Gregory Meeks, membro de maior destaque da sigla na Comissão de Relações Exteriores da Câmara, alegou que não recebeu nenhuma informação ou aviso prévio. “Naquele momento obtive todas as informações da mídia”, acrescentou o democrata.

Por sua parte, a congressista Delia Ramirez disse que “Trump deve sofrer impeachment” e pediu uma solução para “limitar os poderes do presidente em decisões militares”.

Já o deputado democrata Dan Goldman denunciou as ações, comentando que “essa violação da Constituição dos Estados Unidos é um crime que pode levar ao impeachment”.

Os democratas também criticaram o cenário criado a partir da operação ordenada por Trump. O congressista Jared Huffman chamou o mandatário norte-americano de “verdadeiramente insano” e mencionou a vigésima quinta emenda da Constituição do país, que prevê os meios constitucionais para destituir um presidente do cargo.

A decisão do governo norte-americano também gerou dúvidas em um congressista do Partido Republicano, o mesmo do presidente Trump. Brian Fitzpatrick criticou o plano de assumir o controle da Venezuela e afirmou que “o único país que os Estados Unidos deveriam governar são os próprios Estados Unidos”.

No dia do ataque, o presidente Donald Trump justificou o fato da operação ocorrer sem qualquer aviso prévio com o argumento de que, segundo ele, o Congresso “tem tendência a vazar informações importantes”, e que a imprensa foi orientada a não publicar nada antes do ataque para não colocar em risco as tropas norte-americanas.

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