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EUA e Irã em negociação para evitar conflito

Fontes: CBN/G1/Gazeta do Povo

Os Estados Unidos retomarão negociações nucleares com o Irã na próxima quinta-feira, confirmou à agência de notícias AFP um funcionário americano, nesta segunda-feira, 23. O encontro, visto como a última tentativa diplomática para evitar um conflito aberto, se dá em meio ao aumento de tensões em torno de uma possível ação militar americana no Oriente Médio.

Caso um ataque inicial contra o Irã ou a diplomacia não cheguem aos resultados esperados, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considera realizar ataques mais intensos para retirar os líderes do país. A informação está em uma reportagem do jornal New York Times.

A decisão sobre o primeiro ataque ainda não foi totalmente determinada. Apesar disso, o republicano busca usar uma pressão, com a presença de uma grande força militar americana no Oriente Médio, para alcançar os resultados e que se chegue a um acordo nuclear. Trump estaria bem inclinado a realizar um ‘ataque limitado’ nos próximos dias para aumentar essa pressão.

Entre os possíveis alvos, diz o jornal, estão a sede da Guarda Revolucionária do Irã até instalações nucleares do país e o local de desenvolvimento de mísseis balísticos.

Em meio a isso, uma nova rodada de negociações pode ocorrer ainda nesta semana, na quinta-feira (26), em Genebra, na Suíça. Uma nova proposta pode surgir na mesa com mais concessões de ambos os lados, especialmente com uma liberação do enriquecimento nuclear limitado para os iranianos, apenas para pesquisa e medicina.

Nesse domingo (22), o Irã se mostrou disposto a realizar concessões no programa nuclear. A agência de notícias Reuters informa que o país já está considerando enviar metade do urânio enriquecido para o exterior e diluir o que restar.

O enviado do Irã às Nações Unidas afirmou que o país responderá ‘decisivamente’ a qualquer ‘agressão militar’ dos Estados Unidos, em uma carta na qual insta o Conselho de Segurança da ONU a condenar as recentes ameaças do presidente Donald Trump.

Os aliados internacionais do Irã reagiram timidamente até o momento em relação à crescente pressão militar dos EUA no Oriente Médio. No entanto, um acordo firmado de forma secreta com a Rússia pode sinalizar uma mudança de atitude sobre um eventual conflito na região.

Uma investigação especial do Financial Times revelou que os países parceiros firmaram um pacto para envio de milhares de sistemas portáteis de defesa aérea (Manpads) no valor de 500 milhões de euros ao regime iraniano, acordo que já é considerado o maior esforço para reconstruir as defesas aéreas de Teerã destruídas durante a guerra do ano passado com Israel, que ficou conhecida como “Guerra de Doze Dias”.

O documento, assinado por autoridades iranianas e russas em Moscou há dois meses, compromete o regime de Vladimir Putin a entregar pelo menos 500 sistemas de defesa aérea Verba e 2.500 mísseis 9M336 em três anos, de acordo com relatos de fontes que citaram documentos russos vazados.

Temendo novos ataques americanos, o regime dos aiatolás busca negociar um acordo com Washington. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, anunciou neste domingo que uma nova rodada de negociações nucleares com os EUA é possível na próxima quinta-feira e que há “uma boa chance” de se chegar a uma solução diplomática, mesmo com Washington reforçando sua presença no Oriente Médio.

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