Freio na pilhagem: Reeleição de Lula e marco legal das terras raras travam apetite dos EUA pelas reservas minerais do Brasil

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A manutenção do projeto soberano liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a confirmação nas urnas em 2026 impôs um contundente freio de arrumação nas pretensões de Washington para o acesso facilitado e predatório às reservas estratégicas brasileiras de terras raras e minerais críticos. A estratégia da diplomacia e da política industrial do Palácio do Planalto contraria os planos de cooptação da Casa Branca e de fundos norte-americanos, que contavam com uma eventual ascensão da extrema-direita para arrematar as jazidas nacionais a preços aviltados.

Com o sancionamento do Marco Legal das Terras Raras e a consolidação de diretrizes de soberania nacional, o governo brasileiro condiciona a exploração minuciosa desses recursos ao beneficiamento e à industrialização em solo pátrio. Em vez de atuar como mero exportador de matéria-prima bruta para abastecer a transição tecnológica dos Estados Unidos e da Europa, o Brasil impõe a transferência de tecnologia, a criação de empregos qualificados no país e a associação com a pesquisa nacional como pré-requisitos inegociáveis para qualquer parceria internacional.

A postura altiva do governo de transição e o fechamento do cerco contra a entrega predatória de ativos estratégicos expõem o desespero de setores entreguistas que tentaram alinhar a política mineral brasileira aos interesses geopolíticos de Donald Trump. O recado de Brasília ao mercado global é claro: a riqueza mineral do subsolo brasileiro será utilizada como motor de desenvolvimento soberano e transição energética para o povo brasileiro, e não como espólio para potências estrangeiras.

A firme defesa das reservas de minerais críticos prova que a soberania nacional não está à venda e que o país deixou definitivamente para trás o papel subalterno de colônia fornecedora de matéria-prima barata.

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Alicia Lima

Alicia Lima é cientista social formada pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), pesquisadora, professora, articuladora política no coletivo Mulheres Negras Decidem e colunista do Canal Pororoca.

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