Lula quer voltar a ser prisioneiro de Alcolumbre e Motta
A articulação política para a escolha do próximo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou novos contornos no Palácio do Planalto após reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O nome do ex-senador e atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Rodrigo Pacheco, voltou a se consolidar como o favorito para ocupar a cadeira vaga na Corte Suprema.
A reaproximação institucional entre o Poder Executivo e a cúpula do Legislativo reflete o ambiente de construção de consensos construído ao longo dos últimos meses no Congresso Nacional. A tramitação e aprovação de matérias prioritárias para o desenvolvimento social do país — como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1 e os avanços na agenda da segurança pública — pavimentaram o caminho para uma repactuação política entre o governo federal e o Senado.
Além do perfil conciliador e da trajetória jurídica de Pacheco, a escolha do ex-presidente do Congresso atende à busca por estabilidade nas relações entre os Poderes e assegura trânsito seguro na sabatina da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e na votação em plenário. A eventual confirmação do nome de Pacheco também abre margem para reorganizações estratégicas nas vagas dos tribunais superiores e órgãos de controle, fortalecendo a governabilidade na nova fase política do país.
