O coletivo acima do individual.
A elite burguesa se concentra em São Paulo e a sua contraface, a maioria da classe operária, também.
Lula tem faro e persistência para alterar a correlação eleitoral histórica do maior estado do país.
Alkimin, Hadad, Marina e Tebet, possíveis candidatos em São Paulo, têm potencial de alterar essa correlação. São duas vagas para o Senado e uma para governador.
Nunca tivemos um quarteto deste com tal potencialidade.
O que falta? O tempo é curto para a decisão!
Marina pode voltar ao PT, Tebet pode ir para o PSB.
Hadad se recusa, e disputa com Lula quem vai convencer quem. Ocorre que quem tem faro e é vitorioso é o atual presidente.
Alkimin, não está disposto a enfrentar a maratona de uma eleição em SP. O PSB o quer na vice do Lula. Ocorre que ele já não agrega mais votos do que os já adicionados, por isso, parcelas do PT gostariam de um outro nome. Porém, ninguém nega que fez uma bom trabalho no governo e os paulistas querem a sua manutenção pelo óbvio de ser de SP.
Dizer, como assertivou Dirceu, que sem Alkimin, o Lula perde, é uma profecia exagerada e não uma análise baseada em variáveis.
Vou exagerar de outro lado: Lula não perde estas eleições nem que a vaca tussa.
Marina e Tebet demonstraram disposição, depende agora do arranjo a ser feito por Lula e os partidos.
A demora não é boa, porque pode ir se consolidando os votos nos candidatos da extrema-direita, como o fascista miliciano Tarcísio Freitas.
As vezes o difícil é arranjar quadros, mas quando existem, o difícil é todos colocarem o coletivo acima do individual.
23/02/26
Francisco Celso Calmon
