Tarifaço de Trump de 15% em âmbito global garante competitividade ao Brasil
Fontes: BBC News Brasil/CNN Brasil
O vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), disse, neste domingo (22), que as novas tarifas anunciadas na última semana pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump geraram um saldo positivo para o Brasil. De acordo com ele, a alíquota de 15% imposta de forma igual em âmbito global, garante competitividade.
Alckmin pontou que, em sua visão, há dois pontos positivos para os brasileiros nessa decisão de Trump: “Primeiro que nós tínhamos uma alíquota mais alta em relação aos demais competidores, muitos países tinham 10%, 15% e nós 50%, então isso ajudou muito. (…) E a outra boa notícia é que em alguns setores ela zerou. Então nós ficamos com alíquota zero em combustíveis, carne, café, celulose, suco de laranja e aeronaves”.
Um estudo do Global Trade Alert (GTA) — um grupo que compila dados comerciais, ligado a uma entidade sem fins lucrativos baseada na Suíça — mostra que o Brasil é o terceiro país no mundo com maior queda na alíquota de seus produtos exportados para os EUA.
O GTA afirma que a mudança de tarifas nos EUA produziu “vencedores e perdedores claros”, e colocou o Brasil no primeiro grupo.
Antes da decisão da Suprema Corte, produtos brasileiros vinham sendo taxados em 26,33% em média — a 17ª maior tarifa do mundo. O GTA estima que a taxação brasileira cairá em 13,56 pontos percentuais. Essa queda é a terceira maior do mundo, atrás apenas da redução de tarifas para produtos importados pelos EUA de Mianmar e Laos.
Com a decisão da Suprema Corte e o novo instrumento usado por Trump, o GTA prevê que a tarifa média paga por produtos brasileiros será de 12,77% — fazendo com que o país caia da 17ª para a 125ª posição entre os mais taxados pelos EUA.
Os outros dois países que terão maiores impactos positivos com a alíquota de 15% são a China (-7,1 p.p.) e a Índia (-5,6 p.p.).
Por outro lado, algumas nações que selaram acordos comerciais com os Estados Unidos sofrerão um aumento da cobrança média sobre seus produtos. Os principais afetados do lado negativo são Reino Unido (+2,1 p.p.), Itália (+1,7 p.p.) e Singapura (+1,1 p.p.).
Países asiáticos como o Japão (+0,4 p.p.) e a Coreia do Sul (+0,6 p.p.), que também acertaram parcerias de comércio com os americanos, sofrerão com tarifas médias maiores segundo o levantamento.
