62 ANOS DO COMÍCIO DA CENTRAL
Em 13 de março de 1964, uma multidão se aglomerou em frente à Estação Central do Brasil. Após três horas de discursos em defesa do povo e da nação, contra o latifúndio e o imperialismo, subiu ao palco o Presidente da República.
O governo João Goulart, desde que se livrara das amarras do parlamentarismo imposto pelo setor reacionário concentrado na UDN, acenava para sua base de apoio entre os trabalhadores, mas conduzia uma política econômica que, em larga medida, atendia aos interesses do capital.
Enfrentava, com isso, pressões de ambos os lados, com os trabalhadores organizados e pressionando por uma política decididamente favorável a suas demandas, enquanto frações burguesas, fazendeiros e representantes do capital externo se articulavam em conspirações com setores das Forças Armadas.
Por muito que já se aguardasse um golpe que vinha sendo nutrido há mais de uma década, tanto governo quanto seus apoiadores acreditavam contar com um dispositivo militar, um acalantado setor nacionalista entre as Armas, que permaneceria leal a Jango e defenderia os interesses nacionais contra o golpe reacionário, de caráter antipopular e antinacional.
Leia na íntegra:
#Jango#PoderPopular#PCB103anos#Partidão#comunismo
