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Fidel aos 100 anos: uma vida marcada pela revolução, pela soberania e pela resistência

Em 13 de agosto de 2026, Fidel Alejandro Castro Ruz completaria 100 anos. Dez anos depois de sua morte, a figura do líder da Revolução Cubana continua provocando debates, paixões e controvérsias muito além da ilha onde nasceu. Para a esquerda latino-americana, sua trajetória permanece associada à defesa da soberania, ao enfrentamento do imperialismo e à possibilidade de construir um projeto político independente dos Estados Unidos.

Fidel nasceu em Birán, em Cuba, em 1926. Formou-se em Direito pela Universidade de Havana e, ainda jovem, passou a atuar politicamente contra a corrupção e pela transformação social. Antes de se tornar o comandante da Revolução, chegou a trabalhar como advogado e oferecia assistência jurídica gratuita a pessoas pobres.

Sua trajetória revolucionária ganhou um de seus primeiros capítulos decisivos em 1953, quando liderou o ataque ao Quartel Moncada, em Santiago de Cuba, contra a ditadura de Fulgencio Batista. A ação fracassou, Fidel foi preso e condenado a 15 anos de prisão. Dois anos depois, porém, foi anistiado e seguiu para o México, onde reorganizou o movimento revolucionário.

Em dezembro de 1956, Fidel retornou a Cuba a bordo do Granma acompanhado por dezenas de revolucionários, entre eles Raúl Castro, Camilo Cienfuegos e Ernesto Che Guevara. O grupo sofreu pesadas baixas logo nos primeiros combates e acabou reduzido a apenas 12 homens. A partir da Sierra Maestra, iniciou-se uma guerrilha que cresceu até transformar-se em uma ampla luta contra o regime de Batista. Em 1º de janeiro de 1959, Batista deixou Cuba e a Revolução triunfou.

É compreender por que, cem anos depois de seu nascimento, ele continua sendo uma figura política tão relevante.

Aos 100 anos, Fidel Castro continua sendo impossível de ignorar.

E talvez esse seja o maior sinal de que determinadas figuras não pertencem apenas ao tempo em que viveram.

Pertencem ao debate permanente sobre que sociedade queremos construir e, sobretudo, sobre quem deve ter o direito de decidir o destino dos povos.

100 anos de Fidel. Inspiração da juventude revolucionária brasileira na década de 60.

Pororoca.

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Francisco Celso Calmon

Francisco Celso Calmon, Analista de TI, administrador, advogado, autor dos livros Sequestro Moral – E o PT com isso?, Combates Pela Democracia, 60 anos do golpe: gerações em luta, Memórias e fantasias de um combatente; coautor em Resistência ao Golpe de 2016 e em Uma Sentença Anunciada – o Processo Lula. Coordenador do canal Pororoca e um dos organizadores da RBMVJ.

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