Documentos do STF levantam suspeitas de ligação entre filme de Bolsonaro, Banco Master e PCC
Documentos liberados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) levantam suspeitas sobre a origem dos recursos destinados ao filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL).
Segundo as investigações, o financiamento da produção pode estar ligado a recursos do Banco Master, fundos de previdência, emendas parlamentares e valores investigados por suspeita de lavagem de dinheiro relacionada ao PCC.
O ministro André Mendonça registrou em decisão que o Banco Master movimentou cerca de R$ 2,8 bilhões em operações envolvendo uma empresa suspeita de lavar dinheiro para a facção. As investigações da Operação Compliance Zero apuram possíveis fraudes que podem chegar a R$ 17 bilhões.
Documentos também apontam que Flávio Bolsonaro teria negociado diretamente com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro o repasse de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões, para financiar o filme. Mensagens encontradas no celular de Vorcaro indicariam cobranças pela liberação dos recursos.
Flávio também confirmou ter visitado Vorcaro em São Paulo no fim de 2025, quando o banqueiro cumpria prisão domiciliar.
As investigações sobre o financiamento de Dark Horse seguem em andamento. Parte dos procedimentos permanece sob sigilo, incluindo uma apuração sobre o suposto uso de emendas parlamentares para financiar a produção.
As suspeitas ainda são objeto de investigação e não representam condenação dos envolvidos.
