Venezuela defende Cuba após ameaças dos EUA de cortar petróleo e recursos
O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela divulgou um comunicado oficial neste domingo (11) em defesa de Cuba, reafirmando os laços históricos entre os dois países e sua posição em favor da soberania, autodeterminação e respeito ao direito internacional. A nota foi divulgada em reação às recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaçou cortar o fornecimento de petróleo e recursos financeiros venezuelanos à ilha e pressionou o governo cubano a negociar com Washington “antes que seja tarde demais”.
Segundo o comunicado venezuelano, a relação com Cuba foi construída “com base na irmandade, solidariedade, cooperação e complementaridade” e se orienta pelos princípios da Carta das Nações Unidas, como a igualdade soberana entre Estados e a não intervenção em assuntos internos de outras nações. O país também defende que as relações internacionais devem ser conduzidas por meios pacíficos, com diálogo político e diplomático para resolver controvérsias.

As declarações de Trump que motivaram o posicionamento de Caracas foram publicadas há poucos dias e incluíram críticas diretas à aliança entre Venezuela e Cuba. Em mensagens no Truth Social, Trump declarou que “não haverá mais petróleo ou dinheiro para Cuba – ZERO!” e sugeriu que Havana deveria aceitar um acordo com os Estados Unidos “antes que seja tarde demais”.
O presidente norte-americano baseou suas declarações no significativo vínculo energético entre Venezuela e Cuba: por décadas, Caracas forneceu petróleo subsidado à ilha em troca de serviços, incluindo apoio de profissionais cubanos em diferentes setores. Com o recente enfraquecimento desses envios, agravado por ações dos EUA sobre o setor petrolífero venezuelano, a economia cubana enfrenta dificuldades crescentes.
Em resposta às ameaças de Trump, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que seu país é “uma nação livre, independente e soberana” e que ninguém dita o que os cubanos fazem. O líder cubano declarou que Havana está disposta a se defender “até a última gota de sangue” contra interferências externas.
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, também reagiu às declarações de Washington, acusando os Estados Unidos de agir como um “hegemon descontrolado” e ressaltando o direito de Cuba de importar petróleo de qualquer fornecedor disposto a negociar, sem subordinação às medidas coercitivas unilaterais americanas.
A escalada das tensões ocorre em meio a um contexto de instabilidade entre Caracas, Havana e Washington, após o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças americanas. A ação contribuiu para interromper os envios de petróleo venezuelano, que historicamente representam uma parte significativa das necessidades energéticas de Cuba, e acentuou a crise econômica na ilha, marcada por racionamentos, escassez de combustíveis e cortes de energia.
A Venezuela, por sua vez, reafirma que sua política externa segue princípios de cooperação legítima e defesa da autodeterminação dos povos, rejeitando a imposição de condicionalidades e defendendo que qualquer controvérsia deve ser tratada por meio do diálogo diplomático, e não por meio de ameaças ou coerção.
O episódio intensifica a já delicada relação entre os Estados Unidos e países aliados da Venezuela e Cuba, e pode ter implicações mais amplas para as dinâmicas geopolíticas na América Latina e no Caribe, especialmente em um momento de tensão sobre energia, soberania e respeito ao direito internacional.
As declarações de Trump que motivaram o posicionamento da Venezuela foram publicadas nos últimos dias e incluíram críticas diretas ao vínculo entre Venezuela e Cuba, além da ameaça de interromper o envio de petróleo e outros apoios financeiros. O presidente norte-americano sugeriu que o governo cubano negocie um acordo sob risco de sofrer consequências mais duras, e até endossou uma piada de que o secretário de Estado, Marco Rubio, poderia assumir a Presidência cubana. publicidade.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel (Partido Comunista de Cuba, esquerda), disse no domingo (11.jan) que o país é “uma nação livre, independente e soberana” e que “ninguém dita” o que os cubanos fazem. Segundo ele, o país está pronto para se defender “até a última gota de sangue”.
Fontes de informação: Poder 360, Vermelho, Brasil 247, Brasil de Fato, Correio Braziliense.
