Reafirmando sua posição imperialista, Trump exalta poder militar dos EUA e diz que ‘não volta atrás’ sobre anexação da Groenlândia
Fonte: Opera Mundi. O Canal Pororoca reconhece a autoria integral do autor sobre o texto abaixo
Às vésperas de sua chegada em Davos, para o Fórum Econômico Mundial, programada para quarta-feira (21), o presidente dos Estados Unidos reiterou as ameaças de anexação da Groenlândia, afirmando que a resistência europeia sobre a proposta não duraria muito.
Em sua Truth Social, Donald Trump postou uma foto gerada por IA, onde aparece fincando uma bandeira norte-americana, seguido pelo vice-presidente Donald Trump e o Secretário de Estado, Marco Rubio, com os dizeres “território dos EUA, estabelecido em 2026”.
Na mesma rede social, ele afirmou que teve uma “ótima conversa telefônica” com Mark Rutte, Secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), sobre a questão. “Concordei com uma reunião das diversas partes em Davos, na Suíça. Como deixei bem claro para todos, a Groenlândia é imprescindível para a segurança nacional e mundial. Não há como voltar atrás — nisso, todos concordam!”, escreveu.
Na mensagem, Trump exalta o poder das armas do país. “Os Estados Unidos da América são, de longe, o país mais poderoso do planeta. Grande parte disso se deve à reconstrução de nossas Forças Armadas durante meu primeiro mandato, reconstrução essa que continua em ritmo ainda mais acelerado”, afirmou.
E acrescentou: “somos a única POTÊNCIA capaz de garantir a PAZ no mundo todo — e isso se faz, simplesmente, através da FORÇA!”.
Farpas com Macron
Trump escalou a briga com o presidente francês, Emmanuel Macron. Ele publicou uma mensagem privada enviada pelo líder francês a ele. “Não entendo o que você está fazendo na Groenlândia”, afirma o mandatário da França, ao propor uma reunião do G7 em Paris e um jantar no Palácio do Eliseu com o republicano, na próxima quinta-feira (22): “vamos tentar construir grandes coisas”, diz Macron.
A mensagem é autêntica, confirmou uma fonte próxima ao governo francês à agência Reuters. A publicação ocorre após a França fazer um pedido formal na União Europeia (UE) para o uso do Instrumento contra Coerção Econômica, chamada de “bazuca comercial”.
O instrumento comercial, criado em 2023 e nunca utilizado, permite a adoção de sanções e retaliações econômicas, como imposição de tarifas, restrições ao comércio, exclusão de empresas em território europeu, entre outras, contra países que adotarem medidas consideradas ilegítimas pelo bloco europeu.
Macron também foi ameaçado com a imposição de tarifas de 200% sobre o vinho e o champanhe franceses devido a sua recusa de participar do “Conselho de Paz” em Gaza. A negativa de Paris ressalta que a “carta de princípios da iniciativa vai além do âmbito restrito de Gaza, contrariando as expectativas iniciais”.
“Ele vai deixar o cargo muito em breve”, retrucou Trump.
Editado por: Opera Mundi
Conteúdo originalmente publicado em: Opera Mundi
