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André Mendonça + PF = risco de nitroglicerina golpista.  

 

 Qual a diferença da PF da época da ditadura para a da época da democracia claudicante?

Houve alguma autocrítica? Houve algum expurgo daqueles quadros?   Houve alguma reforma?

Tive a PF durante 4 anos em meu encalço. Nesses período escapei quatro vezes de ser preso, sem mandato, obviamente.

Uma na casa de minha mãe, eu não estava presente, outra na faculdade, fui avisado que os agentes estavam na secretaria, sai pela porta sem passar pela secretária (eles não tinham minha foto), uma no meu trabalho, escapei saindo de um edifício para outro pela cobertura comum, outra quando invadiram o casamento de minha irmã, sai pela sacristia, cujo fundos dava num areal, fui sequestrado pelo Doi-Codi do Rio, a noitinha, já no outro dia a PF estava lá para interrogar-me. Pareceu-me que tinha a preferência no meu caso.

Foram dois dias, sem tortura, com ameaça constante de me entregar aos torturadores do Exército. Os policiais mostraram que tinham lido meus textos clandestinos e acompanhado a minha trajetória de líder estudantil a dirigente de Organização revolucionária, pareceu-me também que sabiam de algumas coisas que devem ter obtido sob tortura de algum(s) companheiro(s).

Insistiam em saber questões estratégicas: local de treinamento da guerrilha, área de um possível foco, sobre a equipe média da organização; também sobre socialismo, guerra revolucionária, ditadura do proletariado, ligações com o exterior.

Essa questões genéricas eu aproveitava para dissertar e ganhar tempo. No segundo dia à noite, o agente disse: tenho chegado em casa tarde, minha mulher já quer o desquite, e quando analiso o que você disse, vejo que fui engando, vou passar você para os homens?  E passou, e nunca mais tive o desprazer e a angústia de ter a Polícia Federal novamente me perseguindo.

Evidente que assim como hoje sou idoso, os agentes daquela época estão aposentados, mas, vale a pergunta: sob que auspícios os novos entraram?

E durante golpes, tentativas e resistências, mudança de governos, quem é, quem foi, nesta instituição de Estado?

Pode continuar não torturando fisicamente, porém, pode continuar servindo ao golpismo, especialmente quando capitaneada por agentes de governo ou do Supremo.

A rigor não há quem a controle!

O Ministério da Justiça pode acioná-la, bem como o STF e o Presidente da República.

André Mendoça é terrivelmente evangélico do mal, como é terrivelmente bolsonarista.

O QUE ESPERAR DE UMA CRIATURA COMO ESTA?

Foi ministro da justiça do governo de extrema-direita, conheceu quem é quem na PF e sabe pinçar os piores quando o projeto é escuso.

As leviandades sobre o Lulinha são de corar qualquer jurista e empresário idôneos.

Poderia ser de 19 milhões ou 50, e nada depõe contra, apenas que se trata de uma média empresa, porque essa quantia de movimentação, entradas e saídas contábeis, é mais que normal, é pequena.

E afirmo com a experiência de 9 anos como empresário e outros tantos como diretor de empresas mistas, privadas e públicas.

Está em curso uma nova lava jato, cujo propósito é minar a candidatura de Lula e criar a insegurança institucional, para facilitar a ingerência de Trump.

Não basta só reagir aos ataques da extrema-direita, é mister partir para o ataque, relembrar quem é essa gente antipatriótica, antidemocrática e corrupta, que devia estar envergonhada e não assanhada articulando um novo lavajatismo.

Infelizmente a PF como outras instituições de estado são compostas de pessoas com ideologias e crenças políticas, sujeitas, pois, a aderência de projetos contrários à democracia e ao estado de direito.

André Mendoça, Moro, Flávio Bolsonaro, o encarcerado na Papudinha, são todos adeptos de um Brasil de alinhamento serviçal aos Estados Unidos da América do Norte e golpistas à democracia.  

Digas com quem andas e …  

André Mendonça foi visto há poucos meses confraternizando com Flávio Bolsonaro. A sócia do Flávio é irmã do sócio do careca do INSS, e Mendonça se nega investigar.

O delegado da PF que está pedindo a prisão de Lulinha, Thiago Marcantonio Ferreira, é AMIGO de André Mendonça.

Relembrar a todo instante a intentona bolsonarista de 8 de janeiro de 2023, recordar que o clã bolsonaro e áulicos foram favoráveis à taxação do Trump, como são no presente apoiadores da beligerância do imperialismo estadunidense, repassar que Flávio Bolsonaro é corrupto contumaz, das rachadinhas, da lavagem nas loja de chocolates à aquisição de uma mansão de 6 milhões em Brasília.

Se queremos uma eleição civilizada mostremos as fragilidades do adversário e denunciemos o novo lavajatismo.

Francisco Celso Calmon

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Francisco Celso Calmon

Francisco Celso Calmon, Analista de TI, administrador, advogado, autor dos livros Sequestro Moral – E o PT com isso?, Combates Pela Democracia, 60 anos do golpe: gerações em luta, Memórias e fantasias de um combatente; coautor em Resistência ao Golpe de 2016 e em Uma Sentença Anunciada – o Processo Lula. Coordenador do canal Pororoca e um dos organizadores da RBMVJ.

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