Política com P maiúsculo versus política com p minúsculo
O comportamento da família do ex presidente JB em relação aos interesses mais gerais do Brasil chega ao limite da traição.
O alinhamento político-ideológico deste grupo ao atual Presidente dos EUA introduziu na política nacional, particularmente no processo eleitoral de 2026, um viés muito preocupante.
A unidade do planeta Terra em torno de pautas gerais e comuns a todos, como a questão ambiental, o combate à pobreza e a execução de ações para impedir a disseminação de doenças gravíssimas, como o ebola, não pode ser confundida com ações de intervencionismo de um país em outro, por nenhuma razão. Isto ultrapassa os limites da autodeterminação dos povos e da autonomia dos Estados nacionais.
Este grupo, que já esteve no poder comandando o governo brasileiro, não mede consequências para voltar ao poder visando, a partir do posto de presidente da República, anistiar os golpistas que tentaram derrubar o governo federal eleito em 2022.
Membros deste grupo estão atuando junto ao governo americano para que este atue de forma a prejudicar o governo do Presidente Lula e, de tabela, beneficiar o campo de ultra direita, adversário do líder do PT.
A reação não deve ser apenas do partido do Presidente da República, sequer do governo legitimamente eleito, mas de todos os brasileiros que compreendam que o intervencionismo do Império americano provocado por ações do grupo bolsonarista é um crime de lesa pátria.
A classificação pelas autoridades americanas de organizações criminosas brasileiras como sendo entidades terroristas não teria problema se limitasse à rotulagem. Ocorre que esta classificação não é neutra, podendo causar sérios danos econômicos, políticos e de imagem ao Brasil, chegando a ações policiais e militares contra o território brasileiro, em
nome de um pretenso poder de polícia planetário.
O governo americano estaria disposto a ir às últimas consequências, com ações agressivas dentro das fronteiras brasileiras? Me parece que não, mas toda medida de força é escalável, ou seja, se sabe como começa, mas não se sabe como termina.
Não subestimemos a capacidade de conspiração contra Lula e seu governo, mas resistamos e insistamos no caminho da paz, da democracia, da soberania e do diálogo.
Eles fazem política com “p” minúsculo. Nós devemos continuar fazendo Política com “P” maiúsculo.
Vamos adiante, lutando!
Por Rodrigo Botelho Campos
