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O imbróglio  

Jaques Wagner fez uma baianada no trânsito da corrida eleitoral e a oposição está rodando a baiana em cima do PT e do Lula.

As 30 moedas que corrompem traidores.

A Páscoa já passou, Judas arrependido se enforcou, mas parece que o tilintar do dinheiro tem o imã que atrai os de caráter malformados e aderentes dos valores materiais da burguesia. 

Judas deixou o exemplo e não foi aprendido nem mesmo pelos que creem em Deus.

Independente de separar o que é delituoso e o que é narrativa, o prejuízo político já está feito.

Para cada descoberta da PF sobre o comportamento do senador, ele tem uma explicação.  Contudo, nada contundente que faça parar a especulação e assanhamento da oposição governista.

A coincidência(?) lamentável é ocorrer quando Lula está em ascensão eleitoral e Flávio em queda.

Todos, talvez sem exceção, Ministros da Justiça e também os do STF têm os policiais federais para chamar de seus.    

Alguns saem da titularidade, mas deixam grupos aparelhados.

O terrivelmente evangélico é terrivelmente golpista do bolsonarismo. É uma cara dura de fazer inveja a muitos da mitomania; já levou cada lambada do Ministro Flávio Dino, porém, parece que esfrega a cara dura na lixa e permanece com a cara de sonso de sempre.

Lula tem garantido a independência operacional da Polícia Federal. Contudo, havemos de registrar que existem grupos e divisões dentro da PF. 

Wagner terá uma eleição difícil para ser reeleito senador. E é muito necessário que vença, como todos os demais progressistas candidatos, visto que os maiores inimigos do povo e da democracia estão alojados no Congresso.

Está fragilizado, com o calcanhar à mostra, na função de líder do governo no Senado. 

Deixar no encargo do Lula a decisão se permanece ou não nessa função, não é a melhor atitude política e com certeza não é a de um amigo de 42 anos de relacionamento.

Jaques Wagner, seja depreendido, vai cuidar de sua campanha sem mais baianadas.

O trânsito eleitoral está tendo blitz sem aviso, as vezes evidenciam seguir o método de guerrilha.

André Mendonça não se pauta pela imparcialidade, usa dois pesos e duas medidas. Com tantas evidências, provas e envolvimentos delitosos, Flávio Corruptus continua blindado por este malfadado ministro da Suprema Corte. 

A contradição principal no mundo e no Brasil é entre a democracia e o nazifascismo, é entre a soberania e o alinhamento subalterno ao imperialismo estadunidense, o governo Lula e sua reeleição são tarefas imperativamente necessárias.

Francisco Celso Calmon

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Francisco Celso Calmon

Francisco Celso Calmon, Analista de TI, administrador, advogado, autor dos livros Sequestro Moral – E o PT com isso?, Combates Pela Democracia, 60 anos do golpe: gerações em luta, Memórias e fantasias de um combatente; coautor em Resistência ao Golpe de 2016 e em Uma Sentença Anunciada – o Processo Lula. Coordenador do canal Pororoca e um dos organizadores da RBMVJ.

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