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Roma, 6 de outubro de 1975, 20h20.

Bernardo Leighton, ex-vice-presidente democrata-cristão do Chile e crítico de Pinochet no exílio, chegava em casa com a esposa, Ana María Fresno, quando rajadas de metralhadora os derrubaram na calçada. Ele sobreviveu com dano cerebral permanente; ela ficou paraplégica para o resto da vida.

O atirador não era italiano por acaso: a DINA de Pinochet havia terceirizado o serviço a neofascistas do Ordine Nuovo, articulada por Stefano Delle Chiaie e pelo agente americano Michael Townley — o mesmo que mataria Orlando Letelier em Washington um ano depois. O Plano Condor, a rede de regimes militares sul-americanos que caçava opositores, acabava de provar que não respeitava continente nenhum.

Via Certu

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Francisco Celso Calmon

Francisco Celso Calmon, Analista de TI, administrador, advogado, autor dos livros Sequestro Moral – E o PT com isso?, Combates Pela Democracia, 60 anos do golpe: gerações em luta, Memórias e fantasias de um combatente; coautor em Resistência ao Golpe de 2016 e em Uma Sentença Anunciada – o Processo Lula. Coordenador do canal Pororoca e um dos organizadores da RBMVJ.

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