A punição imposta à atleta por se manifestar politicamente escancara algo que a gente já conhece bem: quando a voz questiona o poder, ela incomoda.
Carol não cometeu crime. Não agrediu ninguém. Não fraudou regras esportivas. Apenas exerceu o direito básico de se posicionar diante de um fato político que marcou o país. Ainda assim, foi silenciada em nome de uma falsa neutralidade que nunca se aplica quando o discurso é conveniente ao sistema.
O esporte nunca foi neutro. Ele sempre refletiu disputas sociais, políticas e ideológicas. O que tentam impor agora é um silêncio seletivo: pode tudo, menos questionar estruturas de poder, autoritarismo e violência institucional.
Punir uma atleta por opinião é reforçar a lógica de que corpos podem competir, vencer e gerar lucro, mas não pensar, não falar, não existir politicamente.
O Botafogo Antifascista se coloca ao lado de Carol Solberg e de todas e todos que entendem que liberdade de expressão não pode ser suspensa quando alguém veste uma camisa, pisa numa quadra ou sobe num pódio.
Liberdade de expressão para o povo!
