André Mendonça, aquele da “peruquinha” e da voz infantil, parece ter compreendido ao contrário um dos princípios fundamentais da República:

Direitos Humanos

Os três Poderes são independentes e harmônicos entre si.

Sua atuação, no entanto, é marcada por intervenções e conflitos que contribuem mais para a desarmonia institucional do que para a preservação do equilíbrio entre Executivo, Legislativo e Judiciário.

Ao se colocar em permanente confronto e alimentar tensões entre instituições, Mendonça se distancia da postura que se espera de um integrante da Suprema Corte. Um ministro do STF deve agir como guardião da Constituição, e não como agente de disputas políticas ou de interesses externos ao próprio Tribunal.

A proximidade política e ideológica que seus críticos apontam entre Mendonça e o bolsonarismo torna ainda mais preocupante essa conduta. A lealdade de um ministro do Supremo, afinal, não pode ser a um líder político, mas exclusivamente à Constituição da República.

Quando um integrante de um dos Poderes deixa que suas convicções políticas ou religiosas se sobreponham ao compromisso institucional, corre-se o risco de comprometer exatamente aquilo que jurou proteger: a Carta Magna e o funcionamento harmonioso da República.

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Francisco Celso Calmon

Francisco Celso Calmon, Analista de TI, administrador, advogado, autor dos livros Sequestro Moral – E o PT com isso?, Combates Pela Democracia, 60 anos do golpe: gerações em luta, Memórias e fantasias de um combatente; coautor em Resistência ao Golpe de 2016 e em Uma Sentença Anunciada – o Processo Lula. Coordenador do canal Pororoca e um dos organizadores da RBMVJ.

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