Diretor-geral da PF nega monitoramento ilícito de ministro do STF e defende relatórios de inteligência
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, negou ter ocorrido monitoramento ilícito do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e defendeu a legalidade dos relatórios de inteligência questionados pela Corte.
Em manifestação enviada ao presidente do STF, Edson Fachin, Rodrigues afirmou que os documentos não foram produzidos a partir de vigilância clandestina, coleta irregular de dados ou medidas invasivas. Segundo ele, os relatórios foram elaborados dentro das atribuições institucionais da Polícia Federal.
O diretor-geral também declarou que o encaminhamento dos documentos ao ministro Alexandre de Moraes ocorreu em cumprimento a uma ordem judicial. Para Rodrigues, a análise de informações relacionadas às investigações conduzidas pela própria PF não pode ser confundida com monitoramento de autoridades.
A manifestação foi apresentada após Fachin conceder prazo de 48 horas para que Andrei prestasse esclarecimentos antes de avaliar sua permanência no comando da corporação.
A discussão ganhou força depois que André Mendonça determinou, em 8 de setembro, o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e do delegado Leandro Almada, além da abertura de investigações sobre a produção dos relatórios. Posteriormente, o ministro Flávio Dino determinou a recondução dos dois aos cargos.
O STF convocou uma sessão extraordinária para 15 de setembro, quando deverá analisar a validade dos relatórios que apontaram uma suposta relação entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A Corte também deverá avaliar o pedido da Procuradoria-Geral da República para anular os documentos e decidir sobre a abertura ou o arquivamento de uma investigação contra Moraes.
