Mendonça autorizou a soltura do ex-procurador-geral do INSS Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho e do contador da Conafer Samuel Chrisostomo do Bomfim Junior.

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Os dois deixarão a prisão e passarão a usar tornozeleira eletrônica.

Virgílio é investigado sob a suspeita de ter recebido R$ 11,9 milhões de entidades envolvidas nos descontos irregulares. Sua esposa, Thaisa Hoffmann Jonasso, também teve a prisão domiciliar revogada.

O ministro ainda determinou a retirada das tornozeleiras de três investigados, entre eles José Carlos Oliveira, ex-presidente do INSS e ex-ministro do Trabalho e Previdência do governo Jair Bolsonaro. A Polícia Federal apontou José Carlos como uma figura de relevância institucional no suposto esquema, acusação que ele nega.

Apesar da flexibilização, os investigados continuam proibidos de deixar o Brasil, manter contato com outros envolvidos e frequentar entidades associativas relacionadas ao caso.

Mendonça alegou que as provas já foram coletadas e que medidas menos severas seriam suficientes nesta fase. Segundo ele, as decisões não significam absolvição dos investigados.

A Operação Sem Desconto apura um esquema que retirou dinheiro diretamente dos benefícios de aposentados e pensionistas. Somente a Conafer recebeu aproximadamente R$ 484 milhões em descontos entre 2019 e 2024, segundo a CGU.

As decisões acontecem em meio à crise envolvendo Mendonça e a Polícia Federal e às discussões internas no STF sobre uma possível mudança na relatoria dos casos do INSS e do Banco Master.

Via @alternativa016

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Gabriel Ribeiro Moreira

Sou estudante de Geografia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e faço parte da equipe do Canal Pororoca como social media.

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