O incêndio na Patagônia, Israel, hegemonia capitalista: Nada é por acaso
Há mais de cinco dias, a Patagônia, na Argentina, está sob um imenso incêndio florestal.
O fogo, que já devastou mais de 15.500 hectares e forçou a evacuação de comunidades inteiras, não é um mero desastre natural. As investigações apontam para a ação criminosa com acelerantes, enquanto relatos confirmam que turistas israelenses estavam ateando chamas em áreas protegidas.
Essa tragédia ambiental é apenas a face mais visível e urgente de um projeto político muito mais perverso.
Enquanto as chamas avançam e arrasam as terras argentinas, o governo de Javier Milei promove uma ofensiva legislativa sem precedentes contra a soberania nacional.
O megaprojeto de lei e o Decreto de Necessidade e Urgência (DNU) são a cartilha da entrega do país. Ao revogar a Lei de Aluguel, as leis de promoção industrial e, crucialmente, a Lei de Terras de 2011 – que limitava a posse estrangeira do território e protegia corpos d’água e zonas fronteiriças –, Milei implode as últimas barreiras legais que impediam a venda do patrimônio argentino.
Tudo que lhe importa é transformar nações em mercadorias, abrindo as portas para que capitalistas estrangeiros, como Elon Musk, citado pelo próprio presidente, saquem recursos estratégicos como o lítio e a água.
“Mirtha Legrand passou um sábado à noite com Javier Milei e Patricia Bullrich, onde quase tudo girava em torno de tocar em assuntos delicados.
–E o lítio? Há muito lítio em Jujuy… — provocou a apresentadora.
–Bem, uma das coisas que aconteceu é que Elon Musk me ligou. Ele está extremamente interessado no lítio. E o governo dos Estados Unidos também está muito interessado, assim como muitas empresas americanas, mas eles precisam de um marco jurídico que respeite os direitos de propriedade — respondeu o Presidente com um sorriso e orgulho evidente.” (fonte: Página 12.)
Os moradores locais e o jornal El Periódico constataram que turistas de Israel atearam fogo em florestas na Patagônia, na Argentina. Enquanto isso, o governo Milei cortou 70% do orçamento de combate ao fogo e promove a revogação da lei que proíbe a venda de terras incendiadas.
É o acúmulo da crueldade capitalista. O próprio Presidente debilita a capacidade do Estado de proteger seu território, põe em risco a vida dos bombeiros e voluntários de resgate, e, ao mesmo tempo, cria a oportunidade para a especulação imobiliária e a aquisição de vastas áreas carbonizadas por capital estrangeiro.
Israel, que já usa a Patagônia como refúgio para soldados acusados de crimes de guerra, avança em seu projeto de influência territorial, com a conivência de um governo local que enche os bolsos com a tragédia de seu povo e desistência de sua própria soberania.
Tudo está meticulosamente tecido na teia da hegemonia capitalista e fascista.
Um Estado desmontado, um povo empobrecido e direitos dilapidados criam o cenário ideal para o assalto final.
A tríade USA-Israel-Argentina já atuavam em conluio publicamente, com “tapinhas” nas costas um do outro aqui e ali. mas agora, escancara-se como o lucro das corporações e a expansão geopolítica sionista valem mais do que florestas milenares, comunidades indígenas ou a soberania de uma nação.
É um projeto de extermínio ambiental e social para manter as engrenagens capitalistas funcionando, custe o que custar.
A história se repete: capitalistas incinerando a natureza, no futuro do planeta e do povo em troca de dinheiro e de terras.
Toda força e solidariedade aos nossos irmãos argentinos que estão lutando para proteger a Patagônia e suas riquezas naturais.
(Fontes de informação: El Periódico, La Jornada, Brasil247, Página 12.)
