Por que ficar espantado com o que faz a Globo?

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Por que ficar espantado com o que faz a Globo?
Ela não segue nenhuma ética, muito menos o que seria ou deveria ser a ética jornalista da imparcialidade entre os contrários e o pudor frente à verdade.
Ela nasceu de um lado e nele permaneceu como seu arauto, qual seja: surgiu do ventre do imperialismo e da ditadura civil-militar, trazendo em seu ventre o caráter antidemocrático e antipatriótico.
Golpista de nascença e serviçal dos interesses ianques, e, às vezes, quando a indisposição do público é muito grande, finge uma autocrítica, a qual não vai além de um embuste de narrativa. Fora isso, são vernizes e aleivosias da hipocrisia que lhe é imanente.
Entrevistado de esquerda quando vai a qualquer programas dessa emissora, não deveria ir à expectativa de um tratamento civilizado; e os correlegionários do entrevistado aguardar um tratamento democrático dessa empresa, parida pelas forças contrárias à democracia e à soberania nacional, é vã.
É como entrar numa arena de tourada, sem o sabre, só com a capacidade de tourear com a ginga do corpo, no caso, em desigualdade de armas, só a enorme capacidade de QI e QE muita acima da média, para evitar um mal, como na edição do debate de Lula versus Collor.
Não fazem entrevistas, fazem inquisição!
É de tal forma um confronto, que depois os próprios jornalistas da rede analisam se saiu bem ou não, ou seja: como quem venceu; afinal, uma entrevista não deveria ter vencedor; apenas as resposta seriam analisadas para informação do público.
Estou convencido de que o Lula não deve voltar a programas de entrevistas, se anteriormente não for informado do roteiro e das regras que vigerão. Sob pena de virar padrão para outras emissoras.
Antes de ser candidato, Lula é o presidente de uma nação, escolhido por maioria de votantes, portanto, o respeito ao cargo e à liturgia inerente devem estar assegurados, e, se assim não for, retirar-se de um ambiente inóspito e tóxico às regras de civilidade.
Um Presidente da República, continua presidente, mesmo no curto prazo de sua candidatura, e deve preservar o empoderamento que lhe outorga o mandato. Senão passa um exemplo antipedagógico à sociedade.
Altivez e assertividade devem estampar na postura do Lula, e seus entrevistadores, se não estiverem à altura, que fiquem falando sozinhos.


Francisco Celso Calmon

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Francisco Celso Calmon

Francisco Celso Calmon, Analista de TI, administrador, advogado, autor dos livros Sequestro Moral – E o PT com isso?, Combates Pela Democracia, 60 anos do golpe: gerações em luta, Memórias e fantasias de um combatente; coautor em Resistência ao Golpe de 2016 e em Uma Sentença Anunciada – o Processo Lula. Coordenador do canal Pororoca e um dos organizadores da RBMVJ.

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