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Por que tanto espaço sobre o filho do Lula, apelidado pela mídia de Lulinha?

“Lulinha Paz e Amor” foi como o pai reencarnou na política, após a sua quadra sindicalista – o “sapo barbudo”, como o apelidou Brizola.

Fábio Luiz tem CPF, identidade própria e cortou os cordões paternos há muito tempo. Nunca trabalhou com o pai e segue o caminho que escolheu.

Por hipótese, fosse ele um meliante, responderia ao Estado, como qualquer outro cidadão, mas isso não afetaria a vida política do pai. Afinal, até na natureza, frutos caem longe do pé. Mas não é o caso! Em toda eleição de Lula, colocam Fábio na berlinda, e não dá em nada.

VAMOS FALAR DE COISA SÉRIA: 

o imperialismo ataca a soberania do país, as guerras pululam em várias partes do planeta, o governo tem feito muito, apesar dos juros altíssimos, e há uma corja de traidores da pátria que querem que o Brasil seja um protetorado dos EUA. O chamado “caso Lulinha” não afeta a nossa urgente pauta.

Vamos abordar a corrupção, os malfeitos, onde estão concentrados, ou seja: na família Bolsonaro, miliciana e corrupta, como a história demonstra.

Rachadinhas, mansões de milhões incompatíveis com a renda, dinheiro vivo em negociatas, cumplicidade com milicianos e com o Escritório do Crime, lavagem de dinheiro com chocolate, dinheiro do Vorcaro – e devo ter esquecido outros malfeitos.

Um cidadão desse tipo deveria estar expurgado da política, processado pela Justiça e preso pela polícia. Jamais candidato à Presidência da República!

O ministro Mendonça, do Supremo, tem interesse em fazer política e não justiça; esta cabe à primeira instância, como acertadamente declarou o PGR.

Chega de tanto amadorismo da mídia corporativa, sempre fomentadora de intrigas e falsas tensões.

Fotos, encontros e narrativas comprovam a relação política de Mendonça com a extrema-direita.

O integralismo foi varrido do Brasil, porém está reencarnado no bolsonarismo, cujo chefe, condenado por atentado ao Estado Democrático de Direito, encontra-se preso em sua confortável mansão, inobstante ainda responda por outros delitos.

A mídia ataca o filho de um por suposto malfeito, mas deixa o pai do outro em cômoda prisão, quando, se o golpe tivesse sido vitorioso, a mídia estaria sob forte censura e alguns jornalistas presos.

E nós, da esquerda militante, mortos – os tais trinta mil, que Bolsonaro já aludiu algumas vezes, quando afirmou que o erro da ditadura fora ter torturado, e não ter matado.

Francisco Celso Calmon

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Leticia Vieira de Mendonça

Letícia Mendonça é cientista social formada pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), pesquisadora, professora, social mídia e colunista do Canal Pororoca. Se debruça no estudos sobre violência urbana, segurança pública, desigualdades sociais e dinâmicas territoriais.

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