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Putin apoia criação de prêmio literário voltado ao Sul Global diante da politização do Nobel

Proposta foi apresentada por escritor russo e prevê alternativa à láurea sueca com participação de países emergentes.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, manifestou apoio, nesta quarta-feira (25), à criação de um prêmio literário internacional voltado ao Sul Global, após proposta do escritor Zakhar Prilepin apresentada em encontro com representantes do setor cultural

Prilepin afirmou que o Prêmio Nobel de Literatura se tornou “um instrumento político” nas últimas décadas e declarou que “cerca de 20 ex-laureados assinaram imediatamente uma carta antiguerra” no início da operação militar especial.

O escritor defendeu a criação da nova premiação com participação de países do Sul Global como forma de estabelecer “uma nova hierarquia literária mundial”.

Putin classificou a proposta como “corretae “boa” e afirmou que é necessário oferecer uma alternativa para autores fora de estruturas influenciadas por fatores políticos.

Ao comentar as manifestações de escritores, o presidente disse que “esses amantes do gênero epistolar dificilmente escreveram algo após os atuais ‘eventos trágicos no Oriente Médio’, acrescentando que essas posições estão ligadas à “conjuntura política”.

Ele também indicou que o projeto será desenvolvido com apoio institucional, incluindo o Ministério das Relações Exteriores.

Trump ameaça tomar petróleo do Irã e vê gesto com petroleiros como sinal de negociação

Passagem de dez petroleiros iranianos pelo Estreito de Hormuz foi descrita por Trump como “presente” e sinal de abertura para negociações com Teerã.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (26), que pode tomar o petróleo do Irã e até enviar tropas enquanto avalia caminhos para encerrar o conflito, indicando que mantém abertas tanto a via militar quanto a diplomática. A declaração foi feita durante reunião de gabinete.

O presidente também disse acreditar que Teerã demonstra disposição para negociar, apesar da continuidade dos ataques na região. Segundo ele, sinais recentes indicariam que Washington está lidando com “as pessoas certas”, sem detalhar interlocutores.

“Presente iraniano”

Trump mencionou a passagem de dez petroleiros pelo Estreito de Hormuz. As embarcações eram possivelmente de bandeira paquistanesa, segundo o presidente, que deu a entender ser este “um presente” dos iranianos em demonstração de boa vontade para negociar.

« ENTENDA PORQUE O ESTREITO DE ORMUZ É A VERDADEIRA ARMA DO IRÃ EM NOSSO ARTIGO »

O presidente Trump variou o tom de sua fala, indicando que pode tanto avançar em um acordo quanto intensificar ações, incluindo a apreensão de recursos iranianos, como petróleo e urânio. Ele também reconheceu impactos econômicos do conflito, que classificou como temporários.

Apesar do discurso otimista, não houve clareza sobre o desfecho da guerra nem sobre os termos das negociações. O Irã contesta que haja diálogo em curso e propõe condições próprias, incluindo reparações e reconhecimento de soberania sobre o Estreito de Hormuz.

Guerra no Oriente Médio

  • Na madrugada de sábado (28), Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de “eliminar as ameaças” da República Islâmica.
  • Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.
  • Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram “instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos” em diversos países da região.
  • O Irã também bloqueou quase completamente o estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.

Governo Lula prepara decreto contra misoginia online e impõe regras a plataformas

Proposta prevê remoção rápida de conteúdo ilegal e proíbe uso de inteligência artificial para criar material íntimo falso envolvendo mulheres.

O Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara um decreto para combater a misoginia nas redes sociais. As medidas incluem a proibição de ataques coordenados contra mulheres e a restrição do uso de inteligência artificial para gerar conteúdo íntimo sem consentimento, informou a Folha de S.Paulo em publicação desta quinta-feira (26).

A proposta está em elaboração no Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com outros órgãos, e pretende definir regras mais rígidas de moderação e de responsabilidade às plataformas digitais.

Entre os principais pontos da matéria está a retirada imediata de conteúdos ilícitos e misóginos, além da definição de procedimentos para denúncias. Em casos de divulgação de material íntimo sem consentimento, as plataformas deverão agir em prazo reduzido, ainda em discussão.

Senado aprova projeto que tipifica misoginia como crime de preconceito

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O texto também prevê a responsabilização das plataformas em casos de ataques coordenados, com foco na proteção de mulheres em cargos públicos, candidatas e jornalistas.

Outro eixo trata da regulação da inteligência artificial, com a proibição do uso de ferramentas para criação de conteúdos íntimos falsos, como imagens e vídeos manipulados.

A iniciativa integra ações do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio e foi elaborada após monitoramento do governo apontar aumento de conteúdos misóginos nas redes. O texto segue em discussão e não há previsão de publicação.

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