Quando até o jornal mais conservador e reacionário do país desanca a ditadura do Flávio Corruptus, confirma o que escrevemos bem antes: é uma candidatura natimorta.
Há um velho ditado na política: quando até os seus começam a recuar, é porque o isolamento já deixou de ser um problema para se tornar um diagnóstico.
Nesta quinta-feira (9), o jornal O Estado de S. Paulo – historicamente identificado com posições liberais e conservadoras – publicou um duro editorial contra o senador Flávio Bolsonaro. O motivo foi sua participação em audiência nos Estados Unidos para discutir as tarifas impostas a produtos brasileiros, ocasião em que, segundo o jornal, o parlamentar colocou seus interesses eleitorais acima dos interesses nacionais.
O editorial não economizou nas palavras. Para o Estadão, Flávio Bolsonaro tornou-se “indigno da confiança do setor produtivo nacional”, justamente por levar para o exterior uma disputa política interna em um momento que afeta diretamente empresas, trabalhadores e a economia brasileira.
Agora, até o jornal mais reacionário sinaliza que essa candidatura é natimorta.
Quando até o jornal mais conservador do país faz críticas tão severas a um pré-candidato identificado com a direita, fica evidente que algo mudou no cenário político. O isolamento deixa de ser uma tese defendida por adversários e passa a ser reconhecido por setores que, historicamente, estiveram do outro lado da trincheira.
