Quem NÃO for contra a escala 6×1 é ruim da cabeça e doente dos pés
(Fonte: GGN. O Canal Pororoca reconhece a autoria integral do autor sobre o texto abaixo)
O jornal Estadão publicou no domingo (21) um editorial em que se posiciona contra as propostas que tramitam no Congresso para acabar com o regime de escapa 6 x 1, uma pauta defendida pelo governo do presidente Lula. Segundo o diário, a redução da jornada de trabalho “embute risco semelhante a uma recessão econômica”.
A deputada federal Erika Hilton, autora do projeto de lei que tramita na Câmara, rebateu o que chamou de um “editorial vergonhoso”. O texto utilizou-se de um suposto estudo publicado por Daniel Duque, colaborador do blog da FGV, que cita uma “fórmula matemática inventada que diz que o PIB é formado unicamente pelo número de horas trabalhadas pela população”, afirmou Hilton.
“É como se, em 1888, alguém publicasse um editorial pra tentar convencer os escravizados que a escravidão não pode acabar porque o PIB é formado pelo trabalho dos escravos”, disparou a deputada.
Para Erika Hilton, o Estadão – que um dia foi um jornal abolicionista – hoje caiu de qualidade e “publica editoriais sem embasamento algum com o único objetivo de aterrorizar uma população cansada de ser explorada.”
“Numa coisa, o ‘estudo’ de Daniel Duque e, por consequência, este editorial do Estadão, estão certos: o PIB do nosso país é formado, principalmente, pelos trabalhadores brasileiros, não pelos patrões. O problema é usar esse fato como justificativa pra que os patrões possam continuar submetendo os trabalhadores a um regime de trabalho desumano”, defendeu a deputada.
A Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a chamada escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Agora segue para votação no Plenário da Casa em dois turnos. A PEC em questão (muitas vezes referida como PEC 148/25) visa proibir a escala 6 dias de trabalho por 1 de descanso e promover uma jornada com dois dias consecutivos de folga por semana, reduzindo a jornada máxima para cerca de 36 horas semanais.
