EditorialLeitura

Um relato que atravessa o tempo e faz ecoar memórias que muitos insistem em esquecer.

Ao ler o depoimento do médico brasileiro Cássio Pelegrini, integrante da Flotilha Global Sumud, é impossível não recordar os relatos de perseguição, sequestro, prisão, tortura e negação de atendimento médico que marcaram os anos mais sombrios da ditadura militar brasileira.

Conforme narrei em Memórias e Fantasias de um Combatente, a violência de Estado não se manifesta apenas pela força física, mas também pela tentativa de desumanizar, silenciar e destruir a dignidade daqueles considerados inimigos.

O testemunho do médico descreve agressões, confinamento, humilhações e a privação de direitos básicos após a interceptação da flotilha humanitária que seguia para Gaza. Independentemente das disputas geopolíticas, denúncias dessa gravidade exigem investigação rigorosa e compromisso com os direitos humanos.

A história ensina que a tortura e a violência institucional nunca podem ser naturalizadas, pois onde a humanidade é negada, a democracia também é colocada em risco.

Leia a entrevista completa no site da ggn https://jornalggn.com.br/noticia/medico-brasileiro-da-flotilha-detalha-tortura-sofrida-nas-maos-de-israel/

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Francisco Celso Calmon

Francisco Celso Calmon, Analista de TI, administrador, advogado, autor dos livros Sequestro Moral – E o PT com isso?, Combates Pela Democracia, 60 anos do golpe: gerações em luta, Memórias e fantasias de um combatente; coautor em Resistência ao Golpe de 2016 e em Uma Sentença Anunciada – o Processo Lula. Coordenador do canal Pororoca e um dos organizadores da RBMVJ.

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