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Vida ilibada, saber jurídico, moralidade e golpismo.

Quando colocam a moralidade no centro da pauta, é se preparar porque vem tentativa de golpe.

Assim tem registrado a história republicana brasileira.

Se os critérios de saber jurídico e vida ilibada fossem aplicados antes de indicações e nomeações de ministros para o Judiciário, a Nação poderia dormir em paz.  

Lamentavelmente não foi e não é assim. A irresponsabilidade campeou todos os governos.

Estamos pisando em ovos.

O novelo da crise do Banco Master ainda tem linha para puxar, envolvendo setores contra setores do capital financeiro, e trazendo outros atores deste sistema, no qual a esquerda institucional aderiu em vez de combater.

A PF não é pura e nem unívoca, como ingênuos aplaudem, o STF não é de caráter ilibado, como muitos pressupõem, Toffoli é o bode, fede muito, e não terá dignidade para pedir aposentadoria e passar mertiolate na crise, outros ministros podem tem rabo preso e telhado de vidro, e estão apelando para o corporativismo. Isto não resolve, só adia e aprofunda a crise.

O risco é que este cenário alimenta propostas extremadas da direita golpista.

A Globo, sem ter uma alternativa confiável de candidatura de direita, soltará suas fúrias golpistas.  Já vimos neste carnaval que ela não faz jornalismo, ela contamina a realidade para seus vieses entreguista e reacionário.   

A Globo sabe que a vitória do Lula é inevitável e mais quatro anos serão suficientes para preparar uma nova vitória de um quadro progressista em 2030.  

E a sociedade o que pode fazer?

Muito pouco, visto que está despolitizada para situações complexas que fogem ao binário, e os partidos de esquerda e os movimentos sociais ficaram muito atrelado ao governo e perderam aderência ao chão e autonomia de formular e agir.

Fazer o quê? Os partidos democráticos e suas federações deveriam reunir suas cúpulas para traçar cenários e diretrizes para ação.

Não é para amanhã, é para ontem.

Francisco Celso Calmon.

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Francisco Celso Calmon

Francisco Celso Calmon, Analista de TI, administrador, advogado, autor dos livros Sequestro Moral – E o PT com isso?, Combates Pela Democracia, 60 anos do golpe: gerações em luta, Memórias e fantasias de um combatente; coautor em Resistência ao Golpe de 2016 e em Uma Sentença Anunciada – o Processo Lula. Coordenador do canal Pororoca e um dos organizadores da RBMVJ.

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