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O Brasil pode demorar, mas será inevitável ter a sua bomba atômica.

Não se trata de um desejo belicista, mas da constatação realista de que, no atual tabuleiro, a dissuasão é o único idioma compreendido.

 A diplomacia está falindo. A linguagem agora é a da força bruta.

Enquanto o imperialismo agride, países como o Brasil, China e Rússia, respondem com palavras, as vezes até suaves, narrativas já não fazem efeito.

EUA e Israel não respeitam o direito internacional e o primada da soberania e autodeterminação dos povos.

O que faz a ONU? Ou, mais adequado: o que pode fazer a ONU?

A Alemanha nazista quando começou o caminho de invasão e anexação, Hitler era tratado como um sem noção, um aloprado, os países duvidaram se a Alemanha teria condições de continuar no teatro de guerra, foi necessário muito estrago e o sacrifício da União Soviética para vencê-la. 

A Alemanha foi derrotada, porém, o nazismo não foi. Sua ideologia foi incorporada pelos países imperialistas e colonialistas, notadamente EUA e Israel. Há células nazistas espalhadas pelo mundo e há dirigentes que professam as mesmas loucuras megalômanas de Hitler.

A prova cabal de que o nazismo não foi derrotado, apenas transmutado, está na naturalização do ‘estado de exceção’. Hitler o usou para suspender direitos na Alemanha. Hoje, vemos isso nas leis draconianas em Israel contra os palestinos, na militarização da fronteira sul dos EUA, e no tratamento dado a refugiados. A ideologia da pureza (racial, cultural ou ideológica) e do espaço vital (Lebensraum) agora se veste com a roupagem da ‘segurança nacional’ e da guerra do combate ao narcotráfico.

Heil Hitler (“Salve Hitler”), Heil Trump, Heil Netanyahu, são as encarnações ideológicas do Hitler.

Os EUA querem mudar regimes de países que não aceitam a subordinação, e se aproveitam das divisões internas, que existem em qualquer país, inclusive no Brasil e no próprio Estados Unidos da América do Norte, para semear a discórdia.

O Trump tem apoio de menos da metade da sociedade, exatamente 36% em viés de declínio.

Israel desde a sua criação trilhou a beligerância para a expansão territorial, sob a complacência ou apoio do seu benfeitor.

A ONU que criou o estado de Israel, carrega a sua máxima culpa.

Não há intenção boa dessas ideologias expansionistas, visam as riquezas e a dominação sobre os demais.

Enquanto fazem tratativas de negociação, atacam na calada da noite ou no ruído do dia, utilizando da vantagem de atacar primeiro.

Trump não tem um pingo de moral e credibilidade, é um negociador fraudulento.

Ambos estão preparados para a terceira guerra, mesmo que seja catastrófica para a humanidade.

Trump e Netanyah são pessoas dotadas de incessibilidade, zero empatia, são rigorosamente sociopatas. E estão entrelaçados, um depende do outro, por isso Israel sabota negociações táticas do Império.

São sociopatas adeptos do malthusianismo e do darwinismo social. São crentes dogmáticos de que a guerra reduz a população e só os forte vão sobrevivendo para criar uma nova raça.

As oposições internas nesses países são tratadas de forma draconiana e a imprensa não divulga para o exterior com todos os pingos nos is.

Imagino a falta que faz franco atiradores para dar a esses delinquentes internacionais uma passagem para voltarem de onde vieram: o inferno.

Em situações excepcionais, renuncio ao meu princípio de que os fins não justificam os meios.

Trump tem a crença de que sem a guerra não sobrevirá ao mundo multipolar.

Parece que desta vez a estratégia do Irã é atingir todo o território de Israel, fazendo com que a população sinta a tragédia deste conflito armado. E a dos agressores é a de assassinar os líderes iranianos. Esses chamados ataques cirúrgicos que assassinam líderes, mostram que há infiltração e traição.

Cirúrgicos para atingir seus alvos e incompetentes para evitar a matança de crianças. Ou fazem conscientemente!?

A CIA está em todos os países, inclusive no Brasil e não há quem a vigie.

Pode vir a ser uma vitória de Pirro?

Pode. O que conseguiu Trump? Mais apoio interno a sua política belicista? Não. Mostrou que Israel dá as cartas? Sim. Isolamento da comunidade internacional? Sim.  Azeitou a corrida armamentista? Sim. Toda guerra aumenta a inflação? Sim, é bem provável que nos steites ocorra já. Trouxe melhoria na vida dos estadunidenses? Não. Alterou o regime do Irã? Não.

A guerra está se ampliando, como desejo dos agressores, esses efeitos negativos aumentarão.

A maneira terrorista que o Império está operando esses conflitos armados, vai despertar e ressuscitar a atuação de células e de indivíduos dispostos às operações suicidas e assassinas.

Mexeram no vespeiro!

Dois países altamente armadas contra um.

É possível parar esses países imperialista e colonialista?

Quem pode enfrentar o império é a aliança China e Rússia, mas se não forem atacadas não o farão.

Em 1968 lutamos muito pelo fim da guerra do Vietnã, por um mundo de paz, pela derrocada do imperialismo, estamos em 2026 e novamente o inimigo principal da humanidade soltou suas últimas fúrias, antes de sua derrocada total e a vitória do multilateralismo da convivência pacífica.

O que será da juventude nascida neste século?  

Encerro este texto um tanto quanto raivoso indagando: cadê os BRICS?

A pergunta ecoa porque a resposta é desanimadora. O bloco ainda age como uma associação de interesses comerciais timoratos, um clube de debates que evita confrontar diretamente a agressividade do Ocidente coletivo. Falta aos BRICS a coragem de transformar seu peso econômico (quase metade da humanidade) em poder político efetivo. Enquanto seus membros (como China e Índia) equilibram-se em suas próprias e complexas relações com o Império, o bloco falha em criar mecanismos reais de defesa mútua, uma alternativa financeira robusta e consolidada (já que o discurso sobre a desdolarização ainda engatinha) e, principalmente, uma voz uníssona e ativa nos conflitos. O mundo multipolar que Trump teme não chegará enquanto os polos não se atraírem e se blindarem coletivamente

Francisco Celso Calmon

28/02/26

Este texto contou com enxertos narrativos de Ligia Bacarin.

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Francisco Celso Calmon

Francisco Celso Calmon, Analista de TI, administrador, advogado, autor dos livros Sequestro Moral – E o PT com isso?, Combates Pela Democracia, 60 anos do golpe: gerações em luta, Memórias e fantasias de um combatente; coautor em Resistência ao Golpe de 2016 e em Uma Sentença Anunciada – o Processo Lula. Coordenador do canal Pororoca e um dos organizadores da RBMVJ.

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