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Memória da resistência.

Em 4 de setembro de 1969, o embaixador americano Charles Burke Elbrick saía da residência oficial no Rio de Janeiro a bordo do Cadillac diplomático. Na esquina da rua Marquês de São Vicente, em Botafogo, um Volkswagen Fusca bloqueou o caminho.

Quatro guerrilheiros armados saíram do Fusca. Eram da Ação Libertação Nacional (ALN) de Carlos Marighella e do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8). Em vinte minutos, dominaram o motorista, colocaram Elbrick num segundo Fusca e desapareceram pelas ruas de Botafogo.

A operação tinha um pedido. Quinze presos políticos da ditadura militar deveriam ser libertados e voar para o exílio dentro de 48 horas. Junto, o manifesto da operação seria lido em rede nacional.

A ditadura cedeu. Os quinze, fotografados acima na pista do aeroporto antes do embarque, foram exilados para o México. Setenta e oito horas depois do sequestro, Elbrick foi solto numa rua silenciosa da Tijuca. Disse depois que os captores eram jovens intelectuais, e ele os respeitava.

Via Certu.

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Francisco Celso Calmon

Francisco Celso Calmon, Analista de TI, administrador, advogado, autor dos livros Sequestro Moral – E o PT com isso?, Combates Pela Democracia, 60 anos do golpe: gerações em luta, Memórias e fantasias de um combatente; coautor em Resistência ao Golpe de 2016 e em Uma Sentença Anunciada – o Processo Lula. Coordenador do canal Pororoca e um dos organizadores da RBMVJ.

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