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JUSTIÇA! Primeira mulher a presidir o Superior Tribunal Militar (STM) em mais de dois séculos de existência, a ministra Maria Elizabeth Rocha, 66, afirmou que a Justiça Militar brasileira cometeu graves erros contra vítimas da ditadura militar.

“Errou com Aldo Arantes, errou com Miriam Leitão, errou com o meu cunhado, absolvido depois de morto. Que justiça foi essa?”, declarou. As declarações foram dadas em entrevista à Folha de S.Paulo publicada neste domingo (21).

O reconhecimento público da ministra tem respaldo em sua própria história. Seu cunhado, Paulo Costa Ribeiro Bastos, militante do MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro), foi preso, torturado e morto pela ditadura em 1972. Ele tinha 27 anos. “Descobriram que era filho de um general e aí jogaram o corpo no mar. É terrível não poder enterrar seus mortos”, relatou. Paulo foi absolvido pelo STM — depois de morto.

Em outubro do ano passado, num ato inter-religioso na Catedral da Sé pelos 50 anos do assassinato do jornalista Vladimir Herzog, Maria Elizabeth fez um pedido público de perdão em nome da instituição. “Eu peço, enfim, perdão à sociedade brasileira e à história do país pelos equívocos judiciários cometidos pela Justiça Militar Federal em detrimento da democracia e favoráveis ao regime autoritário”, declarou na ocasião.

por Barbara Luz

📸 José Cruz/Agência Brasil

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Francisco Celso Calmon

Francisco Celso Calmon, Analista de TI, administrador, advogado, autor dos livros Sequestro Moral – E o PT com isso?, Combates Pela Democracia, 60 anos do golpe: gerações em luta, Memórias e fantasias de um combatente; coautor em Resistência ao Golpe de 2016 e em Uma Sentença Anunciada – o Processo Lula. Coordenador do canal Pororoca e um dos organizadores da RBMVJ.

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