A perversidade da impunidade
“No Brasil, as “diversões de playboy” nos mostram a perversidade de quem pratica crimes apenas por prazer.
O que impressiona não é só a violência em si, mas a sensação de impunidade absurda que vem junto. Eles sabem que o pai tem juiz no bolso, que o delegado vai “entender o contexto” e que a mídia mal vai dar espaço. O corpo violentado fica ali mesmo, jogado na rua, esquecido, sem repercussão que realmente importe. No dia seguinte, o playboy viaja, ou volta para a faculdade particular, posta foto de festa e a vida continua exatamente igual.
Triste é perceber que, para uma parte da elite brasileira, o limite do que se pode fazer com quem está abaixo parece não existir. E o pior, eles contam com a cumplicidade silenciosa de um sistema que sempre protege os de cima.
Limite? Que limite? Para eles, quem está embaixo é só material de brincadeira.”
