Era uma vez uma Praça Vermelha
Vitória do ES tem uma praça, Costa Pereira, no centro da cidade, e uma espécie de puxadinho dela, na falta de outro nome, no qual estão seis monumentos com os nomes dos capixabas que tombaram na luta contra ditadura, quais sejam: Orlando Bonfim Júnior, João Gualberto Calatrone (Zebão), Arildo Valadão, Marcos José de Lima, José Maurílio Patrício e Lincoln Bicalho Roque.
Apelidamos como Praça Vermelha esse pequeno pedaço, aberto para manifestações e ações políticas e culturais. E assim ele foi ocupado, com exposição de livros, brechós, muito papo e falação, livres, sem nenhum dono; era organizado por lideranças de base, as quais compunham desde os comitês Lula livre a comitês populares pela democracia.
Com pequenas contribuições, fomos do megafone ao microfone e caixa de som.
Transeuntes passavam e alguns se interessavam em saber o que estava ocorrendo e conversavam e recebiam algum panfleto.
Todas as sextas-feiras o ritual era repetido, num clima de camaradagem. Quando chegava a época de eleições os candidatos bicões apareciam e procuravam aproveitar. Cedíamos o espaço, mas sem permitir assumir o protagonismo e controle da Praça Vermelha.
Durou anos, até que com a compra de um prédio de três andares, por dois ativistas, em frente a essa denominada praça vermelha, houve o esvaziamento da rua em prol desse prédio denominado Triplex vermelho, o qual passou a desempenhar no seu interior o que antes era a céu aberto.
A comodidade e as bebidas vendidas no Triplex foram absorvendo os companheiros e ao fim e ao cabo o espaço livre da praça vermelha foi abandonado.
Por onde andam aqueles que organizaram a ocupação da pracinha, Isaías, Fernanda, Jandira e irmãs, Haroldo Fogos, entre outros que me fogem à memória.
O peleguismo quando não consegue o controle, procura dividir e esvaziar.
Estamos sob guerra híbrida do Imperialismo e de seus agentes, os irmãos bolsonaros e a CIA.
Penso que devemos formar comitês patrióticos em defesa da soberania brasileira, enaltecer nossos símbolos e brio pátrio. Durante a copa de futebol é sempre uma conjuntura favorável para isso.
Trump conta com Eduardo e Flávio Bolsonaro como agentes destacados do imperialismo estadunidense. O Brasil conta com seu povo em brado forte, pois não teme a própria morte.
Francisco Celso Calmon
