Lula diz que cobrará membros do Conselho de Segurança em discurso na ONU
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (16) que usará seu discurso na Assembleia Geral da ONU, em 23 de setembro, para cobrar os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança: Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido.
Durante encontro com líderes religiosos no Palácio do Planalto, Lula criticou a atuação das grandes potências diante dos conflitos internacionais e defendeu mudanças na forma como o Conselho de Segurança atua. Segundo o presidente, o órgão deveria priorizar a prevenção de guerras e a busca por acordos de paz.
Lula também criticou os gastos globais com armamentos e afirmou que recursos destinados à indústria militar deveriam ser direcionados para áreas como saúde, educação e combate à fome.
O presidente mencionou ainda os conflitos entre Rússia e Ucrânia e no Oriente Médio. Ao abordar a guerra em Gaza, criticou as ações do governo israelense e defendeu maior atuação diplomática para interromper os confrontos.
Durante a reunião, Lula também afirmou que mantém diálogo com líderes como Donald Trump, Xi Jinping e Vladimir Putin na tentativa de estimular negociações de paz.
Na área doméstica, o presidente defendeu o respeito à liberdade religiosa e afirmou que não pretende participar de eventos políticos dentro de igrejas. Lula também criticou questionamentos sobre as urnas eletrônicas e destacou políticas sociais e o papel do SUS no combate à desigualdade.
